AQUI É O MEU LUGAR

AQUI É O MEU LUGAR

(This Must be the Place)

2011 , 120 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 27/07/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Paolo Sorrentino

    Equipe técnica

    Roteiro: Paolo Sorrentino, Umberto Contarello

    Produção: Andrea Occhipinti, Francesca Cima, Mario Spedaletti, Nicola Giuliano

    Fotografia: Luca Bigazzi

    Trilha Sonora: David Byrne, Will Oldham

    Estúdio: ARP Sélection, Canal+, CinéCinéma, Element Pictures, Eurimages Council of Europe, France 2 Cinéma, France Télévision, Indigo Film, Intesa San Paolo, Irish Film Board, Lucky Red, Medusa Film, Pathé, Programme MEDIA de l'Union Européenne, Section 481, Sky

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Andrea Mellos, Antonio Monda, Bern Cohen, David Byrne, Davis Gloff, Emma Lock, Eve Hewson, Frances McDormand, Fritz Weaver, Gavin O'Connor, Gordon Michaels, Grant Goodman, Harry Dean Stanton, Heinz Lieven, Inga R. Wilson, JannHight, Jer O'Leary, Johnny Ward, Joyce VanPatten, Judd Hirsch, Julie Ho, Kef Lee, Kerry Condon, Kris Graverson, LironLevo, Madge Levinson, Nancy Lynette Parker, Olwen Fouere, Peter Carey, Robert Herrick, Ron Coden, Ross Mac Mahon, Sam Keeley, Sarab Kamoo, Sarah Carroll, Sean Penn, Seth Adkins, Shea Whigham, SimonDelaney, Tim Craiger

  • Crítica

    22/07/2012 16h00

    “Há algo de errado aqui. Não sei o que é, mas há algo de errado”. A frase, repetida algumas vezes pelo personagem de Sean Penn ao longo do filme, serve também ao espectador de Aqui é o Meu Lugar.

    O longa é drama, comédia, road movie e mais um monte de coisas que o tornam inclassificável. Mas, acima de tudo, é um filme com personalidade, tecnicamente bem realizado e pontuado de momentos especiais. Episódios espaçados ao longo da trama numa produção claudicante como seu excêntrico e carismático protagonista.

    Só mesmo um ator da estirpe de Sean Penn para conseguir fazer a viagem do cineasta Paolo Sorrentino (Il Divo) não perder o rumo, mesmo que por vezes transite nos limites da estrada.

    O filme e demais personagens giram em torno de Cheyenne (Penn), um curioso tipo que se constrói aos poucos diante do público. Ele é um astro do rock cinquentão afastado da vida artística e vivendo de renda. Usa cabelos longos desgrenhados, maquiagem branca ao estilo Kiss e batom vermelho. Fala e anda de forma titubeante e parece destoar de tudo à sua volta.

    Pouco crível a princípio, Cheyenne vai se humanizando aos olhos do espectador paulatinamente. Aos poucos, vamos decifrando este estranho personagem por meio das relações que estabelece com as mulheres de sua vida (incluindo a esposa, vivida pela sempre eficiente Frances McDormand) e outras pessoas de seu improvável círculo de amizades.

    Quando é avisado do estado crítico da saúde do pai, empreende uma viagem pelos Estados Unidos atrás do homem que provocou um grande mal ao seu velho no passado. Em sua busca, faz inúmeras descobertas em série de episódios desconexos que compõem uma trajetória de autodescobrimento. Neste momentos o velho roqueiro de voz hesitante brinda a audiência com momentos ora cômicos ora reflexivos.

    Aqui é Meu Lugar é uma produção pautada pela liberdade criativa que chega a surpreender por resultar em alguma coesão fílmica. Por meio de seu personagem nada convencional, o diretor Paolo Sorrentino trata de temas diversos, como honestidade, inocência, vingança e a diferença entre ser adulto e alcançar de fato a maturidade para reger nossas vidas. Sim, há algo de errado neste mundo e, definitivamente, não é Cheyenne.


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