AQUI ENTRE NÓS

AQUI ENTRE NÓS

(L’Homme Est Une Femme Comme Les Autres)

1998 , 96 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Jacques Zilbermann

    Equipe técnica

    Roteiro: Gilles Taurand, Jean-Jacques Zilbermann

    Produção: Jean-Luc Ormieres, Regine Konckier

    Fotografia: Pierre Aïm

    Trilha Sonora: Giora Feidman

    Elenco

    Antoine de Caunes, Elsa Zylberstein, Gad Elmaleh, Maurice Bénichou, Michel Aumont

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Em 1993, o cineasta francês Jean-Jacques Zilbermann chamou a atenção da crítica e do público para o seu filme de estréia, uma comédia de título - no mínimo - inusitado: Tout Le Monde n´a pas eu la Chance d´Avoir Parents Communistes. Algo como “Não é todo mundo que tem sorte suficiente de ter pais comunistas”. O filme acabou rendendo à Josiane Balasko uma indicação ao César de melhor atriz.

    Cinco anos depois, Zilbermann lança outra comédia – Aqui Entre Nós - que só agora, com três anos de atraso, chega aos cinemas de São Paulo. O preconceito e as diferenciações raciais e sociais, vistos sob um prisma sarcástico, voltam à pauta do cineasta.

    A trama gira em torno de uma mãe judia (simpático estereótipo vítima de inúmeras piadas), que assim como qualquer outra mãe – judia ou não – quer arrumar uma boa noiva para seu filho. Porém, o “filhinho querido” Simon (Antoine de Caunes) é assumidamente homossexual e não dá a menor importância para as tradições judaicas. Ou melhor, não dava. Suas convicções são colocadas em xeque quando ele recebe a proposta indecente de ganhar uma respeitável quantia em dinheiro caso aceite se casar com Rosalie (Elza Zylberstein), uma judia ortodoxa de rígidos hábitos religiosos.

    A partir desta proposta, Zilberman cria um divertido painel que questiona a fragilidade dos dogmas e das tradições sociais. Utilizando a sempre contundente arma do bom humor, o filme traz algumas situações que certamente serão melhor compreendidas pela colônia judaica, o que não tira de forma alguma os méritos nem do roteiro, nem da direção.

    A lamentar somente o título em português, que elimina o delicioso sarcasmo do nome original do filme: L´Homme Est Une Femme Comme Les Autres, algo como “o homem é uma mulher igual às outras”.

    6 de fevereiro de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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