ARAGUAYA - CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO

ARAGUAYA - CONSPIRAÇÃO DO SILÊNCIO

(Araguaya - Conspiração do Silêncio)

2004 , 105 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ronaldo Duque

    Equipe técnica

    Roteiro: Guilherme Reis, Paula Simas, Ronaldo Duque

    Produção: Marcio Curi, Ronaldo Duque

    Fotografia: Jacques Cheuiche, Luís Abramo

    Trilha Sonora: Renio Quintas

    Elenco

    Danton Mello, Fernanda Maiorano, Fernando Alves Pinto, Françoise Forton, Narcisa Leão, Norton Nascimento, Rasanne Holland, Stephane Brodt

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A chamada Guerrilha do Araguaia, movimento de resistência à ditadura militar brasileira dos anos 60 e 70, é um episódio histórico com tensão, drama, suspense e política suficientes para render um excelente filme. Não rendeu. Infelizmente, a boa idéia foi desperdiçada no fraco Araguaya - A Conspiração do Silêncio, que finalmente estréia nos cinemas, depois de amargar dois anos de prateleira.

    A ação é narrada a partir do personagem Padre Chico (Stephane Brodt), um religioso francês que se tornou uma espécie de líder comunitário da região, onde desembarcou no início dos anos 60. A partir desta sua liderança, novos personagens vão se incorporando à trama, que procura destrinchar os sentimentos de dúvidas, inseguranças e as ideologias daqueles jovens que acreditavam estar mudando a história do País.

    O filme começa como um semidocumentário, ou "docu-drama", como se diz mais recentemente. Mistura depoimentos de quem participou do fato com cenas ficcionais. Poderia ser um bom caminho, mas o estilo é logo abandonado. O que, por si só, já causa estranheza. Os problemas se acentuam de forma mais gritante, porém, nos fundamentos mais básicos, como a interpretação exagerada da maior parte do elenco e situações de roteiro que se mostram confusas no desenrolar da trama e não se explicam a contento até o final da projeção. Uma profusão de personagens nem sempre bem desenvolvidos ajuda a provocar confusão no entendimento total da obra. Faltou foco. Passa a impressão que o diretor, apaixonado pelo tema e com muito material de pesquisa nas mãos, pretendeu abordar o assunto de diversos ângulos, ao invés de se concentrar numa linha narrativa mais forte. Quis dizer muito e acabou por diluindo as idéias. Pena.

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