ARARAT

ARARAT

(Ararat)

2002 , 115 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Atom Egoyan

    Equipe técnica

    Roteiro: Atom Egoyan

    Produção: Atom Egoyan, Robert Lantos

    Fotografia: Paul Sarossy

    Trilha Sonora: Mychael Danna

    Estúdio: Ego Film Arts, Téléfilm Canada

    Elenco

    Arsinée Khanjian, Charles Aznavour, Christopher Plummer, David Alpay, Eric Bogosian

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Procure a melhor poltrona do cinema, certifique-se que não há ninguém comendo pipoca atrás de você e prepare-se para saborear um dos melhores roteiros do ano. Escrito e dirigido pelo cineasta de origem armênia e radicado no Canadá Atom Egoyan (dos ótimos O Doce Amanhã e O Fio da Inocência), Ararat propõe um delicado e intrincado jogo de idas e vindas, de realidades e aparências, de fatos e ficções.

    O popular cantor Charles Aznavour faz o papel de Saroyan, cineasta que vai ao Canadá realizar um filme sobre o massacre dos turcos sobre os armênios, em 1915. Lá ele conhece Ani (a bonita atriz libanesa Arsinée Khanjian, de O Fio da Inocência) uma professora de história que acaba sendo contratada como consultora do filme. Ani tem um filho - Rafi (o ótimo estreante David Alpay) que namora Celia (Marie-Josée Croze, de As Invasões Bárbaras) que por sua vez é filha do primeiro marido de Ani, já falecido. Isso apenas para caracterizar alguns dos personagens principais da trama. Na medida em que as filmagens de Saroyan avançam, novos e antigos conflitos vêm à tona. Apegado às suas raízes culturais, Rafi nutre um ódio secular pelos turcos. Um ódio parecido com o que Celia nutre por Ani, a quem acusa de ter matado seu pai. Num outro núcleo de personagens, o agente alfandegário David (o veterano Christopher Plummer, em excelente atuação) reprova o relacionamento homossexual de seu filho, que é namorado de Ali (Elias Koteas), ator de origem turca que também participa do filme de Saroyan.

    Se você está achando esta trama meio confusa, imagine só quando o artesão Egoyan começar a narrá-la fora de ordem cronológica, e ainda intercalando cenas de Ararat, o filme dentro do próprio filme que você está vendo. Mas não há o que temer. A habilidade de Atom Egoyan tece um roteiro primoroso que envolve o espectador cena após cena, trançando destinos, entrelaçando emoções, e criando um painel emocionante de verdades dolorosas e licenças poéticas. Não deixe de ver.

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