AS LOUCURAS DE DICK E JANE

AS LOUCURAS DE DICK E JANE

(Fun With Dick and Jane)

2005 , 91 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dean Parisot

    Equipe técnica

    Roteiro: Judd Apatow, Nicholas Stoller, Peter Tolan

    Produção: Brian Grazer, Jim Carrey

    Fotografia: Jerzy Zielinski

    Estúdio: Columbia Pictures Corporation, Imagine Entertainment, Sony Pictures Entertainment

    Elenco

    Alec Baldwin, Angie Harmon, Gloria Garayua, Jim Carrey, John Michael Higgins, Michelle Arthur, Téa Leoni

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Depois de protagonizar produções sérias (Brilho Eterno de Uma Mente Sem Lembranças) e de comédias infantis cheias de estilo (Desventuras em Série), eis que Jim Carrey volta ao tipo de produção que lhe trouxe fama: comédias escrachadas, repletas de humor físico. Sua atuação em As Loucuras de Dick e Jane remete às de filmes como O Mentiroso e Ace Ventura, marcando a "volta" de Carrey nesse terreno da comédia cheia de caretas.

    Refilmagem de Adivinhe Quem Vem para Roubar (1977), As Loucuras de Dick e Jane é uma comédia na qual o casal Dick (Jim Carrey) e Jane Harper (Téa Leoni) do título resolve apelar para o crime quando a empresa onde o patriarca trabalha entra em falência de repente graças a trapaças de seu presidente, vivido por Alec Baldwin. Desempregados, sem móveis em casa, ou mesmo gramas no jardim, os Harpers se vêem sem saída. Armados com a pistola d'água do filho pequeno, resolvem assaltar lanchonetes e mercadinhos para conseguir recuperar o que tinham. Pelo menos uma parte. Afinal, como diz o próprio Dick, eles não conseguiram nada seguindo as regras. Então é melhor quebrá-las de vez. Em países como o Brasil, esse tipo de atitude cria grandes chefes do tráfico ou presidiários que dividem celas com outras centenas de pessoas que também apelaram para o crime quando o desemprego gritou. Mas, aqui, o desfecho não é o mesmo. Hollywood, meu bem.

    A contextualização da inserção do casal Harper na vida dos trambiques é muito bem feita e atual. Afinal, numa economia moderna, baseada na especulação de ações, a quebra repentina da empresa onde Dick trabalha não é real, mas plausível. O problema acontece quando os dois são inseridos no mundo do crime. Tudo acontece de forma exagerada demais, culpa, também, da escolha dos protagonistas. Se Jim Carrey já tem esse humor caricatual, a atuação de Téa Leoni é sempre, no mínimo, histérica. Por isso, o que temos aqui é uma comédia irregular que pende para o histerismo de ambos os protagonistas.

    Mesmo assim, As Loucuras de Dick e Jane consegue cumprir a função de divertir sem compromisso. Mas uma coisa não podemos afirmar: não se trata de uma atuação contida dos protagonistas. Bem, acho que pedir uma atuação contida de Téa Leoni é algo impossível. Pelo menos eu ainda não vi algo do gênero. O que não é ruim, neste caso, pois trata-se de uma comédia propositalmente escandalosa. Se Cameron Diaz tivesse incorporado Jane, como eram os planos iniciais da produção, o resultado seria completamente diferente. Para melhor? Não sei. Fato é que a comédia histérica é algo que tanto Téa quanto Carrey sabem fazer muito bem. Aqui, inclusive, o ator prova que as rugas a mais em seu rosto não significam que ele perdeu a forma no humor físico, muito pelo contrário. Mesmo assim, vale um aviso do tipo: "crianças, não façam isso em casa".

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