AS MÃOS

AS MÃOS

(Las Manos)

2006 , 119 MIN.

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alejandro Doria

    Equipe técnica

    Roteiro: Alejandro Doria, Juan Bautista Stagnaro

    Produção: Daniel Viterman Ludueña

    Fotografia: Willi Behnisch

    Trilha Sonora: Federico Jusid

    Elenco

    Carlos Portaluppi, Carlos Weber, Duilio Marzio, Graciela Borges, Jean Pierre Reguerraz, Jorge Marrale, Luciana Calarota

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Após 17 anos sem dirigir um longa-metragem, o cineasta Alejandro Doria (o mesmo do premiado Darse Cuenta, de 1984) assina a cinebiografia romanceada do polêmico Padre Mario Papaleo, que ficou conhecido na Argentina por supostas curas milagrosas que fazia apenas através da energia emanada de suas mãos. Com este mote, o filme ganhou exatamente o título de As Mãos e foi escolhido a Melhor Produção Estrangeira Falada em Espanhol no Prêmio Goya de 2005.

    O prêmio é espanhol; a produção, ítalo-argentina, mas o filme tem sabor de novelão mexicano. Produzido em colaboração com a própria Fundación Mario Papaleo, As Mãos se reveste de um caráter "chapa branca", oficial, ao narrar a trajetória deste religioso católico (vivido por Jorge Marrale) que provocava a ira dos altos escalões da Igreja Argentina ao, teoricamente, curar as mais diversas doenças apenas pelo poder da bênção. As concentrações de populares que se formam ao seu redor passa se transformar em caso de polícia, de maneira que o padre, acusado de charlatanismo, decide percorrer o difícil caminho de construir - literalmente, com suas próprias mãos - uma igreja. Para isso, ele conta com a ajuda solitária de Perla (Graciela Borges, de O Pântano), que afirma ter sido curada por Mario.

    Com estética de minissérie, o filme aborda as dúvidas existenciais do personagem principal, sua luta para ingressar na faculdade, os bastidores nada santos da Santa Igreja, chegando a resvalar na questão política da ditadura militar argentina. Mas é frágil sob o ponto de vista da narrativa cinematográfica. Esteticamente, nem é elegante o suficiente para ser chamado de clássico, muito menos ousado o suficiente para ser chamado de criativo. Traz marcações de cena que caberiam melhor ao teatro que ao cinema e interpretações muitas vezes exageradas que comprometem a credibilidade dos personagens.

    A polêmica do tema não ganha uma dimensão que consiga despertar o entusiasmo da platéia e a trilha sonora, insistente e excessivamente melodramática, ajuda a construir um resultado final desinteressante.

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