AS MELHORES COISAS DO MUNDO

AS MELHORES COISAS DO MUNDO

(As Melhores Coisas do Mundo)

2009 , 107 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 16/04/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Laís Bodanzky

    Equipe técnica

    Roteiro: Gilberto Dimnestein, Heloísa Prieto, Luiz Bolognesi

    Produção: Caio Gullane, Débora Ivanov, Fabiano Gullane, Gabriel Lacerda

    Fotografia: Mauro Pinheiro Jr

    Trilha Sonora: Eduardo Bid

    Estúdio: Buriti Filmes, Casa Redonda, Gullane Filmes, Warner Bros

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Anders Rinaldi, Brenda Lígia, Caio Blat, Carlos Mandel, Célio Cruz Filho, Denise Fraga, Érika Rigonatti, Fiuk, Francisco Miguez, Gabriel Illanes, Gabriela Rocha, Gustavo de Magalhães, Gustavo Machado, Jairo Pereira, José Carlos Machado, Lilian Blanc, Luccas Perazzio, Luiz Felipe de Castro, Maria Eugênia Cortez, Mário Sérgio, Matheus Marchetti, Paula Pretta, Paulo Vilhena, Rebeca Lopes, Renata Bastos, Rodrigo Pasquale, Sophia Gryschek, Thais Abujamra Nader

  • Crítica

    15/04/2010 15h05

    As Melhores Coisas do Mundo tem se apresentado como um filme sobre o universo adolescente e voltado a este público. De fato, isso é verdade, mas o filme de Laís Bodanzky fala também de um milhão de outras coisas, até mesmo a quem vê a juventude com alguns anos de distância.

    As principais ações do filme se desenvolvem num colégio de classe média alta onde estudam o protagonista Hermano (Francisco Miguez), a nerd Carol (Gabriela Rocha), o popular Deco (Gabriel Illanes), a blogueira fofoqueira Dri Novais (Thaís Nader), o depressivo Pedro (Fiuk), a baterista Bruna Sapata (Marô) e outros personagens.

    Esta é a base que faz As Melhores Coisas do Mundo se sustentar além da primeira leitura. Num filme desatencioso, o colégio seria apenas uma locação, como qualquer outra, a abrigar os personagens, espaço físico sem significado. Porém, devido ao roteiro de Luiz Bolognesi (parceiro de Laís Bodanzky desde Cine Mambembe), o colégio é um corpo vivo.

    Tão vivo a ponto de sugar quem se aproxima. Seus tentáculos e celas de aula abraçam os jovens e os colocam numa linha de produção que os impele a passar a perna no próximo. Usar a tecnologia e exercitar a crueldade inerente ao humano em doses cavalares, gravar um vídeo no celular com a “fulana” transando ou montar um blog que detone o “cicrano”.

    Tanto que os espaços que Hermano – um adolescente que só quer ser feliz, entender o mundo ao seu redor e tocar guitarra – experimenta a liberdade plena é na rua, montado em sua bicicleta, pedalando pelas ruas de São Paulo. Justamente o avesso do colégio. Claro que a escola de As Melhores Coisas do Mundo também guarda coisas boas, como o professor instigante (Caio Blat) ou as verdadeiras amizades (especialmente com Carol), mas, no geral, é onde o bullyng impera.

    O filme é contado a partir dos olhos de Hermano, ou Mano, um Cara Estranho como descrevera Los Hermanos. Os pais acabam de se separar, o irmão (Fiuk) está isolado, a primeira transa ainda não rolou, o professor de violão insiste em não deixá-lo tocar guitarra. Mano é apenas um cara vivendo, mas aos poucos percebe que o mundo adulto não é tão fácil quanto o infantil.

    Seja pela direção de atores de Laís Bodanzky ou pelo trabalho de pesquisa do roteiro de Luiz Bolognesi, As Melhores Coisas do Mundo é um filme que encontra a verdade de seus personagens. Impossível não passar pela empatia (ou antipatia) com Deco fazendo jogo duplo de amizade, ou Carol equilibrando romantismo e independência, ou Pedro percebendo que não tem lugar no mundo.

    Justamente a verdade do filme vem a partir de uma narrativa divertida, cheia de gírias, ágil e com uma história fácil de acompanhar. Não é hermético, mas se sustenta facilmente a ser assistido mais de uma vez. Um filme que pode ser espremido para buscar mais coisas, sem nunca ser petulante. Num lindo scope, As Melhores Coisas do Mundo tem a verdade dos jovens e, enquanto isso, não deixa de ser cinema.

    Primo de Entre os Muros da Escola, o resultado da parceria Laís/Luiz versa sobre a tentativa de ser feliz e arriscar novos caminhos. Algo à flor da pele na adolescência, mas que conversa diretamente com qualquer adulto que ainda não tenha desistido da felicidade.

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