AS MÚMIAS DO FARAÓ

AS MÚMIAS DO FARAÓ

(Les Aventures Extraordinaries D'Adèle Blanc-Sec/ The Extraordinary Adventures of Adèle Blanc-Sec)

2010 , 105 MIN.

Gênero: Ação

Estréia: 29/10/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Luc Besson

    Equipe técnica

    Roteiro: Luc Besson

    Produção: Virginie Silla

    Fotografia: Thierry Arbogast

    Trilha Sonora: Eric Serra

    Estúdio: Europa Corp, TF1 Films Production

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Gilles Lellouche, Jacky Nercessian, Jean-Paul Rouve, Laure de Clermont-Tonnerre, Louise Bourgoin, Mathieu Amalric, Nicolas Giraud, Philippe Nahon

  • Crítica

    30/09/2010 12h41

    Luc Besson provavelmente é o mais americanizado dos cineastas franceses. Depois de conquistar a atenção do público e da crítica com Subway (1985) e Imensidão Azul (1988), o cineasta enveredou-se por uma linha menos cerebral e mais comercial, produzindo, escrevendo e/ou dirigindo obras como O Profissional, O Quinto Elemento, a série Táxi, Wasabi, Arthur e os Minimoys, Rios Vermelhos (as duas partes) e vários outros classificados - para o bem e para o mal - com a famosa frase “nem parece filme francês”.

    Agora, fiel à caixa registradora, Besson foi buscar inspiração nos quadrinhos de Jacques Tardi, Les Extraordinaries Aventures D'Adèle Blanc-Sec, para realizar a sua Indiana Jones de saias.

    Ambientado na charmosa Paris do início do século passado, As Múmias do Faraó narra as aventuras de Adèle (Louise Bourgoin), uma jovem e aventureira repórter que vai até o Egito para roubar uma múmia. Não a de um poderoso faraó, como se poderia supor, mas sim a de um médico que, segundo ela, seria capaz de curar a doença de sua irmã... se a múmia estivesse viva, é claro... Entre fugir da polícia, carregar um sarcófago, fazer a múmia reviver e cuidar da irmã, percebe-se que Adèle terá muito trabalho - e muitas aventuras - pela frente.

    O roteiro (escrito pelo próprio Besson) começa jogando uma grande quantidade de informações sobre a plateia, que a princípio parecem mais confundir que explicar. Mas aos poucos o filme encontra seu rumo e seu ritmo, deixando clara sua proposta de apenas divertir e entreter, sem maiores compromissos. Com resultados irregulares, é verdade: a caprichada direção de arte, a competente reconstituição de época e a boa fotografia por vezes contrastam com alguns efeitos especiais que chegam a ser constrangedores. Nada, porém, que chegue a tirar o gostoso sabor de Sessão da Tarde desta produção francesa (com cara de americana) que cumpre o que promete: diversão.

    Detalhe: repare como o vilão interpretado pelo badalado Mathieu Amalric (de O Escafandro e a Borboleta) é absurdamente parecido com Bellog, o vilão interpretado por Paul Freeman em Os Caçadores da Arca Perdida. Homenagem?

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