AS PALAVRAS (2012)

AS PALAVRAS (2012)

(The Words)

2012 , 102 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 23/11/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Brian Klugman, Lee Sternthal

    Equipe técnica

    Roteiro: Brian Klugman, Lee Sternthal

    Produção: Jim Young, Michael Benaroya, Tatiana Kelly

    Fotografia: Antonio Calvache

    Trilha Sonora: Marcelo Zarvos

    Estúdio: Also Known As Pictures, Animus Films, Benaroya Pictures, Serena Films, Waterfall Media

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Ben Barnes, Bradley Cooper, Dennis Quaid, Gianpaolo Venuta, J.K. Simmons, Jeanie Hackett, Jeremy Irons, John Hannah, Kames Babson, Keeva Lynk, Liz Stauber, Michael McKean, Nora Arnezeder, Olivia Wilde, Ron Rifkin, Zeljko Ivanek, Zoe Saldana

  • Crítica

    19/11/2012 20h16

    Não há nada de particularmente especial neste longa, a não ser o fato dele girar em torno delas, as palavras, e de quanto são capazes de influenciar a vida das pessoas. Ao menos de quem as amam, fazem delas seu meio de vida ou catarse, como os personagens principais deste filme.

    Começa com o escritor Clay Hammond (Dennis Quaid) preparando-se para uma leitura pública de seu best-seller, que dá nome ao filme. Uma plateia atenta aguarda o autor que começa a contar a história do aspirante Rory Jansen (Bradley Cooper), jovem que batalha para publicar seu primeiro romance.

    Recém-casado com Dora (Zoe Saldana), Jansen dedica sua noites a criar aquele que será seu livro de estreia. A obra, apesar de bem avaliada por agentes, não consegue nenhum editor disposto a publicá-la. Tempos depois, sua mulher o presenteia com uma velha valise comprada num antiquário e nela Jansen acha os originais de um livro, uma obra virtuosa que o deixa abalado por sua qualidade e força da verve literária de seu autor inominado.

    Quem tem o hábito de ler se identifica fácil com as reações do personagem de Bradley Cooper diante do belo texto. Há livros, poucos, capazes de nos prender e emocionar. Hammond está diante de uma dessas obras e a inveja por ser onde quer chegar como autor. A vontade de sentir aquela enxurrada de palavras surgindo de suas mãos - e algumas contingências mais - acabam por fazer o escritor assumir o texto como seu. Ato-contínuo, o livro é publicado e o sucesso de crítica e público o transformam numa estrela da pena.

    A farsa, naturalmente, cobra seu preço. Este, no entanto, não está na possível retaliação jurídica de seu verdadeiro autor, um velho homem – interpretado por Jeremy Irons - destruído por ter perdido sua grande obra, mas ainda mais arruinado por ter se desprendido do significado de sua vida por seu amor às palavras contidas ali. O calvário de Jansen, que depois emplaca outros livros de sua verdadeira autoria, está em sua consciência de autor: não ter escrito o primeiro nem nada tão brilhante.

    Todo esse drama está intrinsecamente ligado ao personagem de Clay Hammond, que abre o filme. Talvez como mero autor, talvez como personagem real dessa trama. O que é realidade e o que é ficção, não sabemos com total convicção. Assim é o mundo fascinante da literatura.

    Ratifico: não há nada de particularmente especial como obra de cinema em As Palavras. Apenas o fascínio de seu mote, elas, as palavras escritas, de onde nascem todas as tramas cinematográficas, afinal. Esplêndidas, ruins ou medianas como essa.

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