AS SUFRAGISTAS

AS SUFRAGISTAS

(Suffragette)

2015 , 106 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 24/12/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sarah Gavron

    Equipe técnica

    Roteiro: Abi Morgan

    Produção: Alison Owen, Faye Ward

    Fotografia: Eduard Grau

    Trilha Sonora: Alexandre Desplat

    Estúdio: Film4, Ingenious Media, Pathé, Ruby Films

    Montador: Barney Pilling

    Distribuidora: Universal Pictures

    Elenco

    Adam Michael Dodd, Adam Nagaitis, Adrian Schiller, Amanda Lawrence, Annabelle Dowler, Anne-Marie Duff, Ben Whishaw, Brendan Gleeson, Carey Mulligan, Catherine Tomelty, Clive Wood, Col Needham, Daniel Tatarsky, Drew Edwards, Finbar Lynch, Geoff Bell, Grace Stottor, Helena Bonham Carter, Jacob Krichefski, John Cummins, Jonathan Cullen, Lisa Dillon, Lorraine Stanley, Matt Blair, Meryl Streep, Morgan Watkins, Natalie Press, Nick Hendrix, Romola Garai, Ross Green, Samuel West, Sarah Finigan, Shelley Longworth

  • Crítica

    18/12/2015 19h41

    Por Iara Vasconcelos

    O sufrágio feminino é pouco comentado no Brasil – tanto que muitos nem sabem que as mulheres do nosso país conquistaram o direito ao voto bem antes de nações consideradas mais desenvolvidas, como Canadá e Suíça - mas a luta das mulheres pelos seus direitos civis vem ganhando cada vez mais os holofotes ao redor do mundo.

    Nesse momento tão oportuno para o assunto, a diretora britânica Sarah Gavron escalou um elenco de peso, com figuras como Meryl Streep, Helena Bonham Carter e Carey Mulligan, para narrar a trajetória das Sufragistas britânicas em uma trama intensa e relevante.

    É inegável para os apoiadores do movimento feminista, o filme traz uma adrenalina especialmente diferente. Na luta das Sufragistas não havia espaço para passividade. Mesmo em um ambiente tão hostil, onde essas mulheres eram ostracizadas, encarceradas e até postas para fora da própria casa, não havia sinais de resignação ou cansaço. Para nós da geração mais nova, que tivemos boa parte do trabalho entregue "de mão beijada", conhecer esse outro lado causa alento e incômodo ao mesmo tempo.

    A trama de As Sufragistas gira em torno de três figuras fundamentais: Maud Watts (Sarah Gavron), empregada de uma lavanderia industrial que, por obra do acaso, acaba fazendo um discurso ao parlamento britânico na esperança de garantir o direito ao voto feminino; Edith Ellyn (Helena Bonham Carter), uma das cabeças do movimento, responsável por botar em prática os planos do grupo para chamar a atenção do governo e da mídia; e Emmeline Pankhurst (Meryl Streep), líder e idealizadora do movimento.

    A personagem de Gavron é sem dúvidas a mais interessante. Sua jornada como militante vai crescendo aos poucos e logo ela começa a questionar as estruturas sociais que a cerca. É inspirador ver sua evolução ao longo da narrativa, de uma dona de casa dedicada, mas relativamente ciente do sistema que a reprimia, até uma militante política considerada perigosa pela polícia.

    Claro que assim como outras obras baseadas em movimentos sociais, como o aclamado Selma, de 2014, o filme peca pela superficialidade. O conflito interno que ocorreu no movimento - entre as militantes que eram a favor de ações mais radicais e aquelas que queriam uma aproximação mais pacífica - é um ponto pouco explorado que poderia agregar mais credibilidade histórica à trama.

    Já a total absência de mulheres negras na história poderia ser explicada pela desigualdade racial que prevalecia na época, mas esse fato também passa em branco e o filme perde a chance de trazer uma crítica social ainda mais aprofundada.

    Mesmo com essas ressalvas, As Sufragistas se mostra um respiro de ar fresco. A luta das mulheres pelos seus direitos civis foi um dos temas que acabou passando batido pela avalanche de dramas baseados em movimentos sociais que foram lançados nos últimos anos, mesmo que o interesse no assunto só tenha crescido. E esperamos que assim continue.

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