AS TARTARUGAS NINJA - FORA DAS SOMBRAS

AS TARTARUGAS NINJA - FORA DAS SOMBRAS

(Teenage Mutant Ninja Turtles 2)

2016 , 112 MIN.

Gênero: Aventura

Estréia: 16/06/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dave Green

    Equipe técnica

    Roteiro: André Nemec, Josh Appelbaum

    Produção: Andrew Form, Bradley Fuller, Galen Walker, Michael Bay, Scott Mednick

    Fotografia: Lula Carvalho

    Trilha Sonora: Steve Jablonsky

    Estúdio: Gama Entertainment Partners, Nickelodeon Movies, Paramount Pictures

    Montador: Dave Green

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Alan Ritchson, Alessandra Ambrosio, Alice Callahan, Aly Mang, Antoinette Kalaj, Brett Azar, Brian Tee, Brittany Ishibashi, Carmelo Anthony, Danny Woodburn, Gary Anthony Williams, Jane Wu, Jeremy Howard, Johnny Knoxville, Judith Hoag, Laura Linney, Marko Caka, Megan Fox, Melanie Blake Roth, Myles Humphus, Nancy Cejari, Nicole Bonifacio, Noel Fisher, Pete Ploszek, Stephen Amell, Stephen Farrelly, Tony Shalhoub, Tyler Perry, Will Arnett, William Fichtner

  • Crítica

    10/06/2016 17h40

    Por Daniel Reininger

    Se você gostou do primeiro As Tartarugas Ninja de 2014, ou se gostava dos desenhos e filmes dos anos 90, Fora das Sombras é perfeito para você, afinal abraça toda a loucura e bizarrice do universo dos mutantes adolescentes e transfere-as para a telona sem medo de parecer ridículo. Na verdade, o longa é melhor que o anterior exatamente por abraçar o ridículo e o esquisito e nem mesmo tentar fazer algo sério, brincando com elementos clássicos da franquia para alegria dos fãs.

    Agora, se você nunca foi muito com a cara dos personagens, é melhor nem perder seu tempo, afinal, o longa em si tem diversos problemas: de ritmo, de CGI, de roteiro, de atuação. Além disso, as situações improváveis podem tirar do sério qualquer um que não goste das loucuras de Leonardo, Michelangelo, Raphael e Donatello.

    Para compensar, o longa é um pouco mais animado. Como o reboot de 2014 apresentou uma história de origem, a sequência pôde colocar os personagens direto na pancadaria e isso já melhora um pouco as coisas. Outra mudança é que o foco da história, agora, realmente são as tartarugas, ao contrário do primeiro, que mostrava demais a repórter April O'Neil (Megan Fox) e seu cameraman, Vern Fenwick (Will Arnett). Como deve acontecer, os heróis verdes tomam o controle de seu próprio filme e passam mais tempo na tela.

    A trama é novamente simples. Destruidor foge da cadeia, é recrutado pelo alienígena Krang (quem assistiu aos desenhos vai lembrar bem dele) para dominar o mundo. Para isso, o vilão humano precisa de artefatos de outro planeta que podem abrir um portal para a Terra. Para ajudá-lo, ele cria dois monstros mutantes: Bebop (Javali) e Rocksteady (Rinoceronte) para agirem como seus capangas e recuperarem os itens.

    Embora o roteiro ainda esteja cheio de furos, o texto é melhor do que o do primeiro filme, o que deixa a narrativa mais direta e menos confusa. Agora, todos os elementos que não fazem muito sentido, ao menos, fazem parte da mitologia desses personagens. Como consequência, o enredo está ainda mais infantil do que o anterior, o que não chega a ser um problema, principalmente pelo fato desse novo longa não irritar tanto os adultos.

    Além disso, as sequencias de ação estão melhores, principalmente as lutas. Faltaram mais cenas de Bebop e Rocksteady contra as Tartarugas, também seria ótimo ver o vilão Destruidor tentar sua vingança contra os mutantes, mas as boas sequências de combate e as incríveis cenas aéreas – com pulos entre aviões - ou na água, filmadas nas Cataratas do Iguaçu, são realmente interessantes.

    Casey Jones, interpretado por Stephen Amell da série Arrow, é uma ótima adição ao elenco, assim como os malucos Bebop (Gary Anthony Williams) e Rocksteady (Stephen "Sheamus" Farrelly), os quais parecem ter saído diretamente dos desenhos dos anos 90. Em compensação, Megan Fox continua com a profundidade emocional de uma porta no papel de April O'Neil e Will Arnett está ainda mais chato como Vern Fenwick. O lado bom é que esses dois últimos personagens perdem muito espaço na trama, então também incomodam menos.

    Quanto às Tartarugas, Leonardo (Pete Ploszek) está tendo problemas para manter o grupo junto. Ele, Raphael (Alan Ritchson), Michelangelo (Noel Fisher) e Donatello (Jeremy Howard) passam pelas típicas ansiedades da adolescência e os quatro nem sempre se entendem, em uma subtrama desnecessária, mal construída e mal concluída.

    Para fechar, os efeitos especiais não são consistentes e, embora sejam excelentes por boa parte do tempo, vacilam feio em diversas cenas e as tartarugas e seus inimigos parecem claramente terem sido criados por computador. Além do mais, o alienígena Krang nunca parece algo realista e suas aparições geram estranheza. Dito isso, não acho que realismo era o objetivo da equipe de produção de qualquer forma.

    As Tartarugas Ninja - Fora Das Sombras é melhor do que o primeiro em diversos aspectos, o que é um bom sinal de evolução. Algumas cenas de ação e comédia são realmente divertidas, mas essa ainda é uma franquia voltada para os fãs dos personagens e deve deixar muitos espectadores desavisados perdidos.

    Entretanto, ver que a produção corrigiu erros do anterior e se aproxima do tom do desenho clássico é uma boa notícia e dá esperanças de vermos algo realmente bom no futuro. Sem falar que esse filme tem mais chance de conquistar as crianças e angariar fãs entre os pequenos do que o primeiro. Vamos ver se isso garante o futuro da franquia.

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