AS TORRES GÊMEAS

AS TORRES GÊMEAS

(World Trade Center)

2006 , 128 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 29/09/2006

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Oliver Stone

    Equipe técnica

    Roteiro: Andrea Berloff

    Produção: Debra Hill, Michael Shamberg, Moritz Borman, Stacey Sher

    Fotografia: Seamus McGarvey

    Trilha Sonora: Craig Armstrong

    Estúdio: Double Feature Films, Intermedia Films, Kernos Filmproduktionsgesellschaft & Company, Paramount Pictures

    Elenco

    Aixa Maldonado, Alexa Gerasimovich, Andre Ward, Anthony Piccininni, Armando Riesco, Arthur J. Nascarella, Brad William Henke, Charles A. Gargano, Cliff Bemis, Connor Paolo, Danny Nucci, Dara Coleman, David H. Ahl, Donna Murphy, Dorothy Lyman, Ed Jewett, Frank Whaley, Gary Stretch, Greg Collins, Gregory Jbara, Howard Samuelsohn, Jay Acovone, Jay Hernandez, Joe Starr, John Kiernan, Jon Bernthal, Jordan Lage, Joseph Esposito, Jossara Jinaro, Jude Ciccolella, Julie Adams, Kevin Feely, Kimberly Scott, Kurt Caceres, Lalanya Masters, Lisa Yuen, Liz A. Randall, Lola Cook, Louis Raimondi, Lucia Brawley, Maggie Gyllenhaal, Marcos Palma, Maria Bello, Maria Helan, Mark Elliot Wilson, Martin Pfefferkorn, Michael Peña, Michael Shannon, Morgan Flynn, Ned Eisenberg, Nelson Peña, Nicholas Turturro, Nick Damici, Nicky Katt, Nicolas Cage, Patti D'Arbanville, Peter McRobbie, Razame de la Crackers, Robert Blanche, Roger R. Cross, Scott Fox, Stephen Dorff, Steve Chappell, Stoney Westmoreland, Tawny Cypress, Terry Quinn, Thom Prin Jr., Thomas F. Duffy, Thomas McHale, Tiffany Romano, Tom Wright, Tommy Asher, Tony Genaro, Tyree Michael Simpson, Victor Spadaro, Viola Davis, Wass Stevens, William Jimeno, William Mapother

  • Crítica

    29/09/2006 00h00

    John Travolta, George Clooney e Mel Gibson estavam certos: sabiamente, recusaram o papel principal do Sargento McLouglin no filme As Torres Gêmeas. Sobrou para Nicolas Cage, coitadinho, participar deste que é um dos mais fracos trabalhos já dirigidos pelo festejado Oliver Stone, o mesmo de JFK - A Pergunta que Não Quer Calar, Platoon e Nascido em 4 de Julho, entre outros.

    Com mão pesada, sutileza zero e até um ranço militarista vingativo, Stone conta a história dos ataques de 11 de setembro por meio do ponto de vista de dois personagens reais: o sargento McLoughlin (Cage) e seu subordinado Will Jimeno (Michael Peña, de Crash - No Limite), policiais nova-iorquinos. O filme até começa bem. Um despertador regulado para as três e meia da manhã inicia a narrativa, mostrando o cotidiano de McLoughlin. Ele se levanta, toma banho, vai ver os quatro filhos. Sua esposa finge estar dormindo e não fala com ele, o que pressupõe que algo não vai bem com o casal. São cenas sem diálogos, emolduradas pelo silêncio da madrugada. Aos poucos, vamos acompanhando o amanhecer de outros policiais que logo estarão envolvidos na ação. É 11 de setembro de 2001, um dia como outro qualquer... Até as 9h34 da manhã.

    Rapidamente, o primeiro avião se choca com a primeira torre (a cena é apenas sugerida), a polícia é acionada e várias divisões de policiais e bombeiros entram no prédio para resgatar sobreviventes. Acontece o desabamento. Horror total. Entre vários outros, os dois personagens que comporão o fio condutor da trama ficam presos nos escombros. Até aí, As Torres Gêmeas é bastante eficiente como suspense e emoção. Porém, deste ponto em diante, percebe-se que não foi apenas a primeira torre que desabou: o filme também cai. Despenca.

    São longos minutos que se centralizam na armadilha claustrofóbica que o destino armou para McLoughlin e Jimeno, prensados entre toneladas de concreto e aço, e na angústia de seus familiares, reféns da dor e da desinformação. Em alguns momentos, há a impressão de que a história já acabou e Oliver Stone continuou filmando. Com diálogos fracos, o roteiro simplista da estreante Andréa Berloff não tem a profundidade necessária para provocar reflexões mais consistentes sobre o apaixonante tema do homem diante da morte, tampouco funciona como um thriller. Talvez sabendo disso, o experiente Stone chuta o balde e - escancaradamente - tenta manipular a platéia com alguns dos golpes mais baixos utilizados por cineastas de poucos recursos. Entre eles, as sempre chantagistas tomadas em câmera lenta e a exploração sentimental das relações entre pais e filhos. Num momento que vai dar o que falar, até Jesus Cristo aparece!

    Mas talvez o pior de tudo seja o personagem do Sargento Karnes (Michael Shannon), um Mariner que sai do interior para - contra todas as regras - ajudar nos rescaldos da tragédia. Numa das últimas cenas do filme, ele diz que o país vai precisar de muita gente boa para se "vingar" do que aconteceu. E os letreiros finais informam que o rapaz foi lutar no Iraque. Hitler perde.

    As Torres Gêmeas resgata um tipo de cinema tão piegas, antiquado e manipulador que é capaz de ganhar alguns Oscars.

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