AS VIAGENS DE GULLIVER (2010)

AS VIAGENS DE GULLIVER (2010)

(Gulliver's Travels)

2010 , 93 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia: 14/01/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Rob Letterman

    Equipe técnica

    Roteiro: Joe Stillman, Nicholas Stoller

    Produção: Ben Cooley, Gregory Goodman, Jack Black, John Davis

    Fotografia: David Tattersall

    Trilha Sonora: Henry Jackman

    Estúdio: 20th Century Fox Home Entertainment, Davis Entertainment, Electric Dynamite

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Amanda Peet, Bentley Kalu, Billy Connolly, Bradley Ford, Catherine Tate, Charlize Hyams, Chris Middleton, Chris O'Dowd, Christopher Lee Shefstad, Dale Mercer, Danni Bennatar, David Sterne, Emily Blunt, Emmanuel Quatra, Gemma Whelan, Harry Peacock, Ian Porter, Jack Black, Jake Nightingale, James Corden, Jason Segel, Joe Lo Truglio, Jonathan Aris, Meredith Vieira, Nieve Stenton, Noah St. Bean, Okezie Morro, Olly Alexander, Rafiella Brooks, Richard Laing, Robert Gilbert, Stewart Scudamore, Stink Fisher, T.J. Miller, Zachary Harris

  • Crítica

    11/01/2011 10h15

    Pacifista e crítico aguerrido, o irlandês Jonathan Swift publicou em 1726 sua obra-prima, As Viagens de Gulliver, com a qual fustigou o belicismo inglês, a mediocridade que permeava a sociedade da época e o pensamento científico que não fosse voltado para o bem da população. A obra tornou-se um imediato sucesso e virou clássico, ganhando diversas adaptações para o cinema. A última delas é As Viagens de Gulliver, com direção de Rob Letterman e Jack Black no papel principal.

    Esqueça a crítica ácida, a sátira, a estupefação diante do improvável, a fidelidade à trama original ou qualquer possibilidade da história ter sido bem vertida para os dias de hoje. Apagando-se tudo isso da mente é possível encarar o longa como uma sessão da tarde sem maiores pretensões, um filme tão pequenino ou mais que os habitantes da fantasiosa Lilliput.

    Jack Black - que no filme interpreta com maestria Jack Black – é Llemuel Gulliver, um homem resignado preso a um trabalho enfadonho e de poucas ambições. Nosso Gulliver dos tempos modernos usa Iphone, joga Guitar Hero e alimenta um amor platônico por Darcy Silverman (Amanda Peet), a editora de turismo do New York Tribune .

    Disposto a aproveitar oportunidade baseada numa mentira, é enviado ao Triângulo das Bermudas onde é arrastado por um turbilhão d’água e transportado para a quimérica Lilliput, sendo aprisionado por seus pequenos habitantes – talvez a única referência à história original. Um acontecimento, no entanto, o transforma em herói e passa a desfrutar da confiança dos habitantes da ilha.

    Daí em diante o que segue são tentativas frustradas de se fazer humor, os maneirismos cansativos de Jack Black e lições de moral rasas como piscina de criança, que incluem acreditar sim mesmo, nunca desistir, não se conformar e jamais mentir.

    Rob Letterman, que mostrou algum potencial com a animação O Espanta Tubarões, começou a descer a ladeira com o fraco Monstros vs. Alienígenas e, com As Viagens de Gulliver, sinaliza que mantém a trajetória descendente.

    O filme chega às telas brasileiras na versão tradicional e em terceira dimensão, sendo esta última sem razão de ser. É a tecnologia 3D transformada em panaceia do cinema atual.

    Em tempo: o momento “vergonha alheia” da produção fica guardado para o final, com um número musical antibelicista constrangedor.

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