AS VIDAS DE MARIA

AS VIDAS DE MARIA

(As Vidas de Maria)

2003 , 73 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Renato Barbieri

    Equipe técnica

    Roteiro: Di Moretti

    Produção: Carla Gomide, Marcio Curi, Marcus Ligocki, Renato Barbieri

    Fotografia: Jacob Sarmento Solitrenick

    Trilha Sonora: Duca Leindecker, Leo Henkin

    Elenco

    Adriano Siri, Alessandro Brandão, André Amaro, André Araújo, Bruno Torres, Cláudio Jaborandy, Dora Wainer, Ge Martú, Gésio Amadeu, Giulia Dainez Roque, Gustavo Melo, Henrique Cabral, Ingra Liberato, Ingrid Zago, Jonas Schneider, Sthefany Brito

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Era muita areia pra pouco caminhãozinho. Um filme de época, que exigia reconstituição histórica, cenas de multidão e um roteiro fortemente amarrado. Na gênese, tratava-se de um projeto ambicioso, mas que foi visivelmente produzido com recursos incompatíveis às suas intenções. Não deu outra: o resultado é fraco.

    As Vidas de Maria narra a trajetória de uma garota simples (Ingra Liberato, de Dois Córregos, também produtora do filme), filha de um Candango (Cláudio Jaborandy, de Latitude Zero), que cresce acostumada às injustiças sociais de Brasília (em particular) e do Brasil (por extensão). Ainda jovem, aprende a se aliar aos poderosos para fugir da pobreza, recurso com benefícios imediatos a curto prazo, e grandes decepções a médio e longo.

    O filme tenta traçar um paralelo entre Maria, nascida no ano de fundação de Brasília, e a história recente do Brasil, com suas dificuldades e decepções, mas esbarra em vários problemas. Além da visível falta de recursos (as cenas que exigiriam multidões chegam a ser patéticas), faltou consistência ao roteiro, que muitas vezes parece mais perdido que a própria vida de Maria. A direção do estreante em longas-metragens Renato Barbieri (que já havia dirigido documentários em média) imprime aos seus atores um tom teatral, que afasta o espectador dos personagens e, conseqüentemente, da trama. Para um filme de estréia, talvez fosse mais adequado um projeto menos ambicioso.

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