AS VIRGENS SUICIDAS

AS VIRGENS SUICIDAS

(The Virgin Suicides)

1999 , 91 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sofia Coppola

    Equipe técnica

    Roteiro: Sofia Coppola

    Produção: Chris Hanley, Dan Halsted, Francis Ford Coppola, Julie Costanzo

    Fotografia: Edward Lachman

    Trilha Sonora: Brian Reitzell

    Elenco

    A.J. Cook, Anthony DeSimone, Chelsea Swain, Danny De Vito, Giovanni Ribisi, Hanna Hall, Hayden Christensen, James Woods, Jonathan Tucker, Josh Harnett, Kathleen Turner, Kirsten Dunst, Leslie Hayman, Michael Paré, Scott Glenn

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Cinco irmãs adolescentes - jovens, bonitas, teoricamente com tudo para serem bem sucedidas na vida - decidem se suicidar. Sem dúvida, Sofia Coppola não se preocupou nem um pouquinho em escolher um tema fácil para a sua estréia na direção cinematográfica.

    O nome de Sofia - filha do diretor Francis Ford Coppola - ainda está marcado nos corações e mentes de muitos cinéfilos de maneira bastante negativa. E não é para menos. Afinal, sua fraca interpretação como a filha de Al Pacino em O Poderoso Chefão III chegou à beira do inesquecível... no mau sentido.
    Agora porém, passando para o lado de trás das câmeras e dirigindo As Virgens Suicidas, Sofia se redime. Ousando abordar logo no seu primeiro longa um tema denso e forte - um verdadeiro soco no estômago - Sofia mostra que talento em direção cinematográfica - quem sabe - pode ser genético.

    A história é baseada no livro homônimo de Jeffrey Eugenides, e mostra cinco irmãs de classe média que convivem de forma aparentemente normal e convencional com seus pais, católicos fervorosos, numa cidade conservadora do interior. Logo no início da trama, a irmã mais nova se suicida.
    "Você não tem idade nem para saber que a vida é ruim", afirma seu psiquiatra. "E você nunca vai saber o que é ser uma garota de 13 anos", responde a menina, pouco antes da tragédia.

    Que as demais irmãs seguirão pelo mesmo caminho não é segredo nenhum. Basta ler o título do filme. O que chama a atenção no estilo de dirigir de Sofia é a maneira como ela evitou os clichês piegas, armadilhas perigosas quando o tema é a intolerância. Em nenhum momento os pais das garotas são pintados como facínoras, nem como monstros. A diretora não joga claramente os supostos "vilões" da história (Katleen Turner e James Woods, ótimos) contra a platéia. Não é óbvia; prefere a sutileza. E o resultado é envolvente: mesmo sabendo o final da história, é impossível não torcer pelas garotas. No papel da irmã mais velha, Kirsten Dunst (de Entrevista com o Vampiro) esbanja talento. E diante dos olhos da platéia atônita, toda a narrativa se encaminha para a tragédia final. Sem escândalos, calmamente, em cores pastéis, sem falsos artifícios cinematográficos. E nem por isso de forma menos perturbadora.

    Que bom que Sofia Coppola desistiu de ser atriz.


    19 de outubro de 2000
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    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

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