ASSALTO AO BANCO CENTRAL

ASSALTO AO BANCO CENTRAL

(Assalto ao Banco Central)

2010 , 104 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 22/07/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Marcos Paulo

    Equipe técnica

    Roteiro: Lúcio Manfredi, Rene Belmonte, Taís Moreno

    Produção: Marcos Didonet, Vilma Lustosa, Walkiria Barbosa

    Fotografia: José Roberto Eliezer

    Trilha Sonora: André Moraes

    Estúdio: Total Entertainment

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Antônia Fontenelle, Antonio Abujamra, Cadu Fávero, Cássio Gabus Mendes, Créo Kellab, Duda Ribeiro, Eduardo Magalhães, Eriberto Leão, Fábio Lago, Fábio Yoshihara, Gero Camilo, Giulia Gam, Heitor Martinez Mello, Hermila Guedes, Ilva Niño, Jorge Medina, Juliano Cazarré, Lima Duarte, Marcello Gonçalves, Milhem Cortaz, Milton Gonçalves, Paulo César Grande, Rômulo Medeiros, Simone Soares, Tonico Pereira, Vinícius de Oliveira, Zeca Carvalho

  • Crítica

    21/07/2011 13h28

    O cinema brasileiro tenta fazer nova incursão no gênero filmes de ação. Depois de Segurança Nacional e 400 Contra 1 – Uma História do Crime Organizado, Assalto ao Banco Central tenta provar que também podemos fazer subprodutos de Hollwyood com qualidade. Não consegue.

    Marcando a estreia do experiente ator Marcos Paulo na direção de um longa-metragem para cinema, o filme tem as mesmas fraquezas que muitos blockbusters norte-americanos recentes: perfeição técnica, debilidade dramática. Um time técnico qualificado tenta dar ares de superprodução e não consegue disfarçar a falta de ritmo, o desenvolvimento pobre dos personagens e os exageros do filme.

    Assalto ao Banco Central usa como referência o cinema de Tony Scott (Incontrolável), conhecido pelo clima absurdo de adrenalina, poucos recursos de efeitos especiais, habilidade em grudar o espectador na cadeira e só largá-lo no fim da sessão. Baseada em fatos reais, a trama retoma o maior assalto da história do Brasil, ocorrido em 2005 quando bandidos levaram R$ 164 milhões do Banco Central de Fortaleza. O filme esboça mostrar quem são os assaltantes.

    Para dar agilidade, o longa tenta consertar tudo na montagem alternada entre o bando de assaltantes e os policiais da investigação. Desgaste puro que corroi qualquer identificação com os personagens. Os diálogos pomposos e cheios de efeito não ajudam nem as interpretações do delegado Chico (Lima Duarte) nem do chefão Barão (Milhem Cortaz). Quem sofre mesmo é Hermila Guedes, grande atriz que protagoniza momentos constrangedores.

    Também não ajuda a trilha sonora, que força o espectador a sentir momentos chaves. Como se a própria câmera, os diálogos, as interpretações e o desenvolvimento do enredo não fossem suficientes, a música é pleonástica: ora escrita com exagera, ora mal utilizada pela direção.

    Assalto ao Banco Central mostra que o cinema brasileiro ainda não dominou a feitura de subprodutos de ação e nem sequer chega perto de ser considerado um entretenimento de qualidade.

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