ASTERIX E OBELIX: MISSÃO CLEÓPATRA

ASTERIX E OBELIX: MISSÃO CLEÓPATRA

(Astérix e Obélix: Mission Cléopâtre)

2002 , 107 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Alain Chabat

    Equipe técnica

    Roteiro: Alain Chabat

    Produção: Claude Berri

    Fotografia: Laurent Dailland

    Trilha Sonora: Philippe Chany

    Elenco

    Alain Chabat, Christian Clavier, Claude Rich, Dieudonné, Gérard Darmon, Gérard Depardieu, Isabelle Nanty, Jamel Debbouze, Monica Bellucci

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Uma deliciosa e milionária viagem pelo mundo dos quadrinhos de Astérix. Assim pode ser definido o filme Astérix e Obélix: Missão Cleópatra, uma bem-humorada adaptação dos famosos gibis de Uderzo e Goscinny para a tela grande. Diferente do primeiro episódio, desta vez a ação não é centralizada na aldeia dos irredutíveis gauleses, mas sim no Egito. Tudo começa com uma aposta entre Cleópatra (Monica Bellucci, de Malena) e Júlio César (Alain Chabat, que também dirige o filme): na tentativa de provar ao imperador que o povo egípcio é superior ao romano, a Rainha do Nilo aceita a aposta de construir um mega palácio real em apenas três meses. Pra isso, ela pede a ajuda de Númerobis (Jamel Debbouze, de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), um arquiteto incompetente que por sua vez pede o apoio de Astérix (Christian Clavier) e Obélix (Gérard Depardieu) para o impossível empreendimento.

    O que se vê a seguir é uma trama recheada de non sense, de situações cômicas que seguem com fidelidade o espírito dos quadrinhos e até de gags completamente incompreensíveis. Há, por exemplo, um hieróglifo onde está escrito, em egípcio antigo: "Aquele que lê isto é um egiptólogo". Em outra cena, quando Obélix declama a beleza do nariz de Cleópatra, ele recita uma fala de Cyrano de Bergerac, que ele próprio interpretou no cinema. O roteiro brinca com tudo e com todos, de Leonardo da Vinci a Darth Vader, sem medo de ser feliz.

    Também dentro da linha de fidelidade aos quadrinhos, a direção de arte é de encher os olhos. Cores em profusão, figurinos os mais exagerados, cenários rocambolescos, tudo isso faz do filme uma imperdível viagem visual que desopila o fígado de qualquer um.

    Foi alardeado que Astérix e Obélix: Missão Cleópatra teria sido o filme mais caro já produzido na França, a um custo de 327 milhões de francos (US$ 65,4 milhões), mas vale lembrar que O Quinto Elemento, uma co-produção entre França e EUA, custou US$ 90 milhões.

    24 de outubro de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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