ASTERIX NOS JOGOS OLÍMPICOS

ASTERIX NOS JOGOS OLÍMPICOS

(Astérix aux jeux olympiques)

2008 , 116 MIN.

anos

Gênero: Comédia

Estréia: 08/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Frédéric Forestier, Thomas Langmann

    Equipe técnica

    Roteiro: Alexandre Charlot, Franck Magnier, Olivier Dazat, Thomas Langmann

    Produção: Thomas Langmann

    Fotografia: Thierry Arbogast

    Trilha Sonora: Frédéric Talgorn

    Estúdio: Pathé Renn Productions

    Elenco

    Alain Delon, Benoît Poelvoorde, Clovis Cornillac, Franck Dubosc, Gérard Depardieu, Michael Schumacher, Vanessa Hessler

  • Crítica

    08/08/2008 00h00

    É fato, um é pouco, dois é bom, três é demais. Até no cinema. A primeira versão cinematográfica do herói gaulês Asterix, Asterix e Obelix contra César, lançada no século passado (1999, para ser mais exato), foi muito bem-vinda e bastante divertida. Em 2002, Asterix e Obelix: Missão Cleópatra também rendeu boas risadas. Neste oportunista Asterix nos Jogos Olímpicos, quase nada se salva.

    Pegando carona nos jogos de Pequim (não me acostumo com a nova nomenclatura Beijing), a nova trama começa com o jovem gaulês Apaixonadix (Stephane Rousseau), disposto a tudo para se casar com sua amada, a princesa grega Irina (Vanessa Hessler). Porém, o pai de Irina prefere que ela se case com Brutus (Benoît Poelvoorde), filho de Júlio César (Alain Delon), o que seria muito mais proveitoso para a Grécia. A moça, então, decide dar seu coração para quem vencer os jogos olímpicos. É claro que Asterix (Clovis Cornillac) e Obelix (Gérard Depardieu), representando a Gália, vão ajudar Apaixonadix, porém, com um detalhe: o "comitê olímpico" da época proibiu a famosa poção mágica nos jogos. Quem a utilizar, será desclassificado no antidoping.

    A idéia não é ruim, mas é muito mal realizada. Apensar de uma belíssima produção de encher os olhos, com ótimas reconstituições do que seria a Grécia daquela época, o filme tem um roteiro fraquíssimo, com piadas que não funcionam e situações cômicas de pouca ou nenhuma inspiração.

    Há alguns pontos positivos. Como, por exemplo, a participação do veterano (e ainda em forma, aos 72 anos) Alain Delon no papel de Júlio César. Ele chega a dizer que, do alto de seu posto de Imperador, não deve nada a ninguém. Nem a Rocco, nem a seus irmãos, numa referência a um dos grandes filmes do ator, Rocco e Seus Irmãos (1960). Também é simpática a figura de Gérard Depardieu reproduzindo a cena que fez em Cyrano de Bergerac (1990) ao soprar para Apaixonadix as palavras românticas que serão repetidas à amada. E, sem dúvida, o melhor momento do filme é o campeão de Fórmula 1 Michael Schumacher correndo com uma brilhante biga vermelha, representando a Germânia nos jogos olímpicos.

    Mas é muito pouco. O restante do filme não dá liga, não faz rir e por vezes traz um humor raso, circense e pastelão. O personagem Cobertudiopus (José Garcia), por exemplo, está mais para Sérgio Mallandro que para a fina ironia dos personagens originais criados por Uderzo e Goscinny.

    Desta vez, o céu caiu sobre a cabeça dos produtores.

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