Pôster de Ataque aos Titãs

ATAQUE DOS TITÃS

(Shingeki no kyojin)

2015 , 98 MIN.

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Shinji Higuchi

    Equipe técnica

    Roteiro: J. Michael Tatum, Tomohiro Machiyama, Yūsuke Watanabe

    Produção: Genki Kawamura, Justin Cook, Michael Harcourt, Yûji Ishida

    Fotografia: Shoji Ehara

    Trilha Sonora: Shiro Sagisu, Shiro Washizu

    Estúdio: Kodansha, Toho Company Ltd

    Montador: Yûsuke Ishida

    Distribuidora: Sato Company

    Elenco

    Ayame Misaki, Felecia Angelle, Haruma Miura, Hiroki Hasegawa, Jun Kunimura, Kanata Hongô, Kiko Mizuhara, Nanami Sakuraba, Pierre Taki, Rina Takeda, Satomi Ishihara, Satoru Matsuo, Shu Watanabe, Takahiro Miura

  • Crítica

    02/04/2018 17h33

    Por Daniel Reininger

    Por mais que eu ache muito interessante um filme japonês como esse chegar aos cinemas do Brasil, com apoio da Cinemark, é triste admitir que o primeiro live-action de Ataque dos Titãs é uma adaptação rasa e sem graça da ótima história criada por Hajime Isayama.

    Com personagens tolos, de personalidades irritantes e questões superficiais, o filme no máximo serve como entretenimento besta para quem curte uma história pós-apocalíptica com a humanidade oprimida. E olhe lá! 

    O filme é dividido em dois e essa primeira parte pega os elementos centrais da história e tenta colocar tudo numa obra de 90 minutos, mas falha miseravelmente. Na trama, gigantes aparentemente sem cérebro atacam a última fortaleza da humanidade, matando milhares. É aí que o protagonista Eren se junta a Divisão de Exploração para lutar contra os titãs e se vingar.

    O longa acaba com as personalidades dos personagens que passamos admirar no mangá. Mikasa, a melhor amiga de Eren, por exemplo, é uma garota assustada e interesse amoroso de dois personagens. E basicamente só serve pra impulsionar Eren para a porrada. Pois é, ela perde a profundidade e força original para servir de desculpa para a raiva de Eren. Deprimente.

    Basicamente todos os personagens são simplificados e estereotipados, até mesmo o protagonista parece um babaca exagerado e sem graça. Todo e qualquer aspecto humano deste filme é terrível e quase é possível torcer para os gigantes comedores de gente acabarem de vez com tudo.

    Muitas das conversas soam estranhas, não apenas pelo roteiro fraco, mas também devido à atuações patéticas. É irritante ver a tropa de elite do que restou da humanidade não passar de um bando de recrutas incapazes de lutar. O que faz com que os combatentes veteranos que matam gigantes com facilidade pareçam quase super-humanos. Não faz sentido algum.

    Os titãs, pelo menos, funcionam. São criaturas ameaçadoras e deformadas, cujo único propósito é comer humanos de forma grotesca. Ver os gigantes se alimentando é nojento, mas curiosamente funciona na telona. Pena que o combate contra eles não é tão interessante quanto poderia e a falta de lógica atrapalha também nesses momentos, tanto pela falta de coreografia, quanto por erros de direção: câmera e ângulos esquisitos, diálogos ridículos, foco em cenas desinteressantes, atitudes injustificáveis de personagens e protagonistas inúteis.

    Se você não conhece o Anime/Mangá, melhor ignorar completamente essa obra, porque não é um bom jeito de conhecer a curiosa obra de Hajime Isayama. Se você é fã, vale a pena assistir só para ver os Titãs tacando o terror em live-action. Fora isso, não existem muitos pontos positivos que justifiquem pagar ingresso para ver esse longa. Uma pena.

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