ATÉ O FIM

ATÉ O FIM

(The Deep End)

2001 , 99 MIN.

16 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • David Siegel, Scott McGehee

    Equipe técnica

    Roteiro: David Siegel, Scott McGehee

    Produção: David Siegel, Scott McGehee

    Fotografia: Giles Nuttgens

    Trilha Sonora: Peter Nashel

    Estúdio: i5 Films

    Elenco

    Franco Delgado, Goran Visnjic, Heather Mathieson, Holmes Osborne, Jonathan Tucker, Jordon Dorrance, Josh Lucas, Kip Ellwood, Kip Martin, Margo Krindel, Peter Donat, Raymond J. Barry, Richard Gross, Tamara Hope, Tilda Swinton

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Margaret é uma mãe atormentada. Seu filho Beau (o convincente Jonathan Tucker de As Virgens Suicidas e 100 Garotas) sofreu um acidente na saída de uma boate, acompanhado de um amigo de péssima reputação. Fisicamente, o rapaz nada sofreu, mas moralmente a família está à beira do inferno. Margaret descobre que Beau é homossexual. O marido, militar, está ausente. E uma morte inesperada fará com que Margaret assuma definitiva e desesperadamente seu papel de mãe protetora, que não mede esforços para proteger o filho. A qualquer custo.

    Não espere, porém, um drama rasgado. Até o Fim é mais um suspense dramático que propriamente uma tragédia familiar. A direção dos relativamente novatos Scott McGehee e David Siegel revela uma impressionante maturidade, capaz até de encobrir alguns momentos mais forçados e difíceis de acreditar que o roteiro carrega. Tudo é velado, travado no peito. Uma contenção que descarta gritos histéricos e dá espaço para emoções profundas. Uma aparente tranqüilidade que encobre um forte turbilhão emocional.

    Um dos grandes pontos positivos do filme foi a escolha da ótima atriz londrina Tilda Swinton para o papel principal. Vista recentemente em Vanilla Sky, Tilda tem um biótipo diferenciado, de rosto anguloso, sobrancelhas muito finas, próximo ao que se convencionou acreditar que seria um extraterrestre. Seus olhos expressivos transmitem o desespero materno com talento e aflição. O espectador acredita nela, por mais estranhos que sejam os seus atos. E isso é ponto fundamental para o bom desenrolar do filme.

    Até o Fim é um trabalho denso e maduro baseado no livro The Blank Wall, escrito por Elisabeth Sanxay Holdsing. A mesma obra que deu origem ao filme Na Teia do Destino, que o alemão Max Ophüls dirigiu em 1949. Merece ser conferido.

    16 de maio de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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