ATIVIDADE PARANORMAL 3

ATIVIDADE PARANORMAL 3

(Paranormal Activity 3)

2011 , 83 MIN.

14 anos

Gênero: Terror

Estréia: 21/10/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ariel Schulman, Henry Joost

    Equipe técnica

    Roteiro: Christopher Landon, Oren Peli

    Produção: Jason Blum, Oren Peli, Steven Schneider

    Fotografia: Magdalena Gorka

    Estúdio: Blumhouse Productions, Paramount Pictures

    Distribuidora: Cruel & Unusual Films

    Elenco

    Bailey Michelle Brown, Bonita Friedericy, Brian Boland, Chloe Csengery, Christopher Nicholas Smith, Dustin Ingram, Hallie Foote, Jessica Tyler Brown, Johanna Braddy, Katie Featherston, Lauren Bittner, Maria Olsen, Mark Fredrichs, Molly Ephraim, Sprague Grayden, Tucker Brown

  • Crítica

    20/10/2011 18h00

    A premissa de Atividade Paranormal 3 é boa: voltamos à infância das atormentadas irmãs Katie e Kristie para descobrir o que aconteceu com elas quando pequenas. Assim, os diretores Henry Joost e Ariel Schulman tinham uma combinação poderosa em mãos: o formato bem-sucedido dos primeiros filmes da franquia aliado ao terror transmitido pelas competentes protagonistas mirins. Porém, ao criar resoluções absurdas para problemas simples, o filme se perde em sua proposta original, ainda que com sustos durante o percurso.

    A ideia básica do filme é que todas as cenas apresentadas foram capturadas em algum momento por um dos personagens. Dessa forma, é difícil ser levado pelo conceito de que um homem simplesmente decide carregar sua pesada câmera analógica pela casa, gravando as mais banais cenas do dia a dia a despeito da quantidade de fitas que fosse usar.

    A própria qualidade da gravação torna-se um impedimento. Os dois primeiros filmes mostram gravações caseiras, enquanto este privilegia uma maior qualidade de imagem, indo contra a lógica da série. Uma pena, pois Joost e Schulman parecem deixar de lado as lições aprendidas no bom documentário Catfish, filmado principalmente com câmeras de baixa qualidade. Afinal, a gravação caseira é um dos principais fatores responsáveis por fazer o espectador ter a sensação de estar diante de fatos reais.

    Essa falta de preocupação com os preceitos básicos da franquia se estende à ambientação. Teoricamente estamos na década de 80, mas, a não ser por uma referência a De Volta Para o Futuro aqui ou alguma expressão antiga ali, nada mais pontua a época em que o filme está situado. Quando a produção usa o figurino para tal, temos uma personagem caricata que parece ter saído diretamente de um filme de John Hughes (Gatinhas e Gatões).

    A despeito dos os realizadores errarem a mão nos detalhes técnicos, eles entregam o que realmente interessa aos fãs da série: sustos e mais sustos. Os gritos vêm fácil na sessão, de forma até apelativa. Por exemplo, na sequência em que uma das personagens brinca gritando diretamente para a câmera, ou nos diversos momentos em que os personagens assustam uns aos outros intencionalmente.

    Atividade Paranormal 3 é um filme que cumpre o que se propõe: sustos e gritos para deixar o espectador com o coração na boca, mas sem traumas pós-fim de sessão - com exceção da, bizarra, última sequência do filme.

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