ATIVIDADE PARANORMAL EM TÓQUIO

ATIVIDADE PARANORMAL EM TÓQUIO

(Paranômaru akutibiti: Dai-2-shô - Tokyo Night)

2010 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Terror

Estréia: 25/03/2011

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Toshikazu Nagae

    Equipe técnica

    Roteiro: Toshikazu Nagae

    Produção: Yasutaka Hanada

    Estúdio: Cinema Sunshine, Musashino Ad, Pipeline, Presidio, Yahoo Japan

    Distribuidora: PlayArte

    Elenco

    Aoi Nakamura, Noriko Aoyama

  • Crítica

    22/03/2011 15h39

    Tem certas coisas realmente inexplicáveis no mundo, sejam elas espíritos que assombram a casa de Atividade Paranormal ou o fato de, um ano e meio depois dos produtores do primeiro filme faturarem uma grana preta, uma terceira produção, Atividade Paranormal em Tóquio, chegar aos cinemas.

    É a consolidação da estética do YouTube. O enquadramento é porco, “mas tudo bem”. O roteiro é preguiçoso, “mas quem liga?”. Afinal, o filme se defende: quem supostamente segura a câmera não é o diretor ou o fotógrafo, mas o ator que, na pele de um personagem, não sabe enquadrar e treme a câmera constantemente.

    Um filme que já na sua premissa trata a imagem de maneira vulgar. Pouco importa o que se vê ou como se filma, coloca-se apenas na balança final se deu susto ou não. É a transposição da estética dos vídeos caseiros postados no YouTube que ganham status de cinema.

    Frente a espectadores que já nasceram vendo imagens desde o leito do hospital, pouco resta, no espetáculo, para envolver. Por isso esse movimento constante do cinema em falar da “verdade” como se transpusesse fatos para a ficção. Por isso esse clima de “verdade” arrancada na escuridão que Atividade Paranormal em Tóquio tenta defender. Em vez de lembrar o espectador de que se trata de cinema, essa abordagem consolidada por Oren Peli e agora perpetuada por Toshikazu Nagae usa personagens/atores filmados por “acidente”.

    É o reality show invadindo o cinema sorrateiramente, o broadcast yourself (“irradie você mesmo”, em tradução livre) a justificar um filme de terror. Precisa de muita paciência para não se incomodar em como essa invasão reflete no resultado do filme. Uma câmera nauseabunda e um fiapo de enredo: uma jovem volta a Tóquio depois de uma viagem aos Estados Unidos e, de repente, eventos estranhos acontecem em sua casa.

    E não me venham falar que é um filme que trabalha com a expectativa do medo do espectador. Qualquer suspense que se preze funciona nessa chave e o cinema já nos brindou com dezenas de exemplos de como utilizá-la (O Bebê de Rosemary, por exemplo, onde “nada” acontece). Atividade Paranormal em Tóquio é um monte de coisa, menos cinema.

    Existem filmes que usam a mistura de bitolas para experimentar olhares (Pacific, por exemplo). Atividade Paranormal em Tóquio enfia a mentira supostamente verdadeira do reality show ou o amadorismo de vídeos caseiros para o cinema. Definitivamente, não embarco em sua proposta.

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus