AUSÊNCIA

AUSÊNCIA

(Ausência)

2014 , 84 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 26/11/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Chico Teixeira

    Equipe técnica

    Roteiro: Cesar Turim, Chico Teixeira, Sabina Anzuategui

    Produção: Denise Gomes, Paula Cosenza

    Fotografia: Ivo Lopes Araújo

    Trilha Sonora: Alexandre Kasin

    Estúdio: BossaNovaFilms

    Montador: Vânia Debs

    Distribuidora: Imovision

    Elenco

    Francisca Gavilán, Gilda Nomacce, Irandhir Santos, Matheus Fagundes, Thiago de Matos

  • Crítica

    21/10/2014 12h26

    O cinema nacional muito tem experimentado nos últimos anos e Ausência, novo longa de Chico Teixeira (A Casa De Alice), segue esta corrente. Ao permitir-se certas ousadias na forma e no conteúdo o longa ganha valor, apesar da inconsistência de seu roteiro e de suas atuações.

    Ausência traz no título seu tema central. O longa acompanha Serginho (Matheus Fagundes), um menino que teve que assumir cedo a resposabilidade da vida adulta. Seu pai deixou a família, a mãe (Gilda Nomacce) vive em permanente problema com o alcoolismo. Ele trabalha como ajudante do tio em uma feira, onde constantemente é vítima de violência psicológica, um retrato realista da periferia.

    Seus únicos alentos são a companhia de um amigo surdo mudo e do professor Ney (Irandhir Santos), por quem o menino desenvolve um forte afeto. Serginho também vive um amor platônico por Silvinha,  que povoa seus pensamentos e parece dividida entre ele e o melhor amigo.

    Ausência ousa nesse retrato e não tenta fugir dos temas complexos. A relação confusa entre Serginho e o professor, por exemplo, ganha traços homoeróticos em uma das melhores sequências. O abandono infantil e a humilhação que o personagem parece sofrer de tudo e de todos são um retrato crítico de uma sociedade que olha pouco para a adolescência.

    A câmera na mão, os takes subjetivos e belas imagens da periferia de São Paulo tentam ganhar o espectador, mas é pouco diante de um roteiro que deixa arestas demais. Em sua tentativa de deixar espaços para serem completados, o filme cai em uma construção rasa deste menino e dos que o cercam. 

    Essa falta de profundidade parece ter prejudicado os atores, que oscilam demais em suas atuações. Se algumas sequências acertam o tom, outras parecem despropositais e caricatas demais - problema de um texto que não parece encaixado com a linguagem visual.

    A poesia no subtexto de Ausência é o que há de melhor no filme de Chico Teixeira, mas para um filme que trata de um assunto tão sensível, faltou ir além.

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