B1 - TENÓRIO EM PEQUIM

B1 - TENÓRIO EM PEQUIM

(B1 - Tenório em Pequim)

2009 , 99 MIN.

Gênero: Documentário

Estréia: 03/09/2010

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Eduardo Hunter Moura, Felipe Braga

    Equipe técnica

    Roteiro: Eduardo Hunter Moura, Felipe Braga

    Produção: Eliane Ferreira, Felipe Braga, Gustavo Gama Rodrigues, Rodrigo Teixeira

    Fotografia: Fabrício Tadeu

    Trilha Sonora: Marcelo Cald, Nando Duarte

    Estúdio: Fimdoposte Produções, IBDD, RT Features

    Distribuidora: Espaço Filmes

  • Crítica

    02/09/2010 14h35

    Antonio Tenório da Silva. O nome não é dos mais veiculados na mídia esportiva do país do futebol. Muito pelo contrário. Poucos o conhecem. Mas trata-se de um tetracampeão olímpico brasileiro contemporâneo. Quatro medalhas de ouro. E totalmente cego.

    É esta trajetória de sucesso que o filme B1 – Tenório em Pequim, dirigido pelos cariocas Felipe Braga e Eduardo Hunter Moura, documenta tanto para aqueles que gostam de esporte (no caso, judô), como para aqueles que não gostam. O filme é maior que o mundo esportivo em si: é um documentário sobre a vida.

    Tenório é um brasileiro negro que vem das classes menos favorecidas, ficou cego por displicência dos pais e venceu na vida diante do mudo inteiro. Um prato cheio que nas mãos de diretores menos hábeis facilmente resultaria num filme melodramático, piegas e paternalista. Felizmente, tais defeitos nem passam perto de B1. Braga e Moura contam a vida deste atleta com total dignidade, não caem nas armadilhas fáceis que o tema por si próprio já propõe, e encontram com sucesso um olhar equilibrado jornalístico/afetivo sobre o personagem.

    E mais: os cineastas permitem que a história role por si, que flua diante das câmeras e dos espectadores de forma real e emocionante, num final catártico que – se não fosse totalmente documental – deixaria a impressão de ter sido forjado por hábeis roteiristas das aventuras hollywoodianas. Com direito a um show de montagem.

    Pelo caminho, cenas de traições e suspense. Verdade! Quem poderia imaginar, por exemplo, que existe um esquema onde atletas para-olímpicos tentam fraudar os comitês que verificam as reais deficiências físicas dos para-atletas? Ou, trocando em miúdos, gente que se finge de cego para lutar contra cegos de verdade e tirar proveito disso? Está tudo no filme. E mais: preconceitos entre participantes, despreparo entre organizadores, momentos de dúvidas, medos.

    Dizer que B1 – Tenório em Pequim é um documentário sobre um judoca brasileiro campeão e cego seria dizer muito pouco. Rodado no Brasil, França e China, o filme tem muitas surpresas que valem a pena ser conferidas. Inclusive o motivo de seu nome – B1. Vá e veja.

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