BABY LOVE

BABY LOVE

(Comme les Autres)

2008 , 90 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 26/09/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Vincent Garenq

    Equipe técnica

    Roteiro: Vincent Garenq, Yannick Charles

    Produção: Christophe Rossignon

    Fotografia: Jean-Claude Larrieu

    Trilha Sonora: Laurent Levesque, Loïc Dury

    Estúdio: Nord-Ouest Productions

    Elenco

    Andrée Damant, Anne Brochet, Florence Darel, Lambert Wilson, Liliane Cebrian, Marc Duret, Pascal Elbé, Pilar López de Ayala

  • Crítica

    26/09/2008 00h00

    Mais romance que comédia; mais cosmopolita que francês. E mais, muito mais encantador do que possa parecer, Baby Love é uma deliciosa comédia romântico-dramática (cada vez as videolocadoras têm dificuldades para classificar os filmes em suas prateleiras) estrelada por Lambert Wilson, o mesmo de Medos Privados em Lugares Públicos e Missão Babilônia.

    Ele interpreta Manu, médico pediatra que vive uma apaixonada relação homossexual com o advogado Phillipe (Pascal Elbé). Uma relação que está prestes a desabar porque Manu insiste em seu antigo sonho de adotar uma criança, fato que Phillipe simplesmente abomina. Após considerar todas as possibilidades, Manu resolve não medir esforços para realização de seu ideal. Custe o que custar. Neste processo, ele se defrontará com várias situações que caminham na finíssima linha que divide o trágico do cômico.

    Dois dos maiores méritos de Baby Love são a dignidade e a sobriedade da direção de Vincent Garenq. O cineasta, que também é roteirista do filme, demonstra uma segurança que em momento algum denuncia que este é o seu trabalho de estréia no cinema, após 15 anos de carreira na televisão e nos curtas. O tema, que facilmente poderia descambar para o caricato ou para o humor rasteiro, é mantido num alto registro de qualidade durante toda a projeção, causando uma forte empatia do público com os protagonistas, evitando maniqueísmos simplificadores e desenhando a fundo seus personagens, que acabam esbanjando credibilidade e humanismo.

    Talvez a familiaridade com o tema venha do fato que Garenq realmente conheceu a história do verdadeiro Manu, seu amigo dos tempos de colégio que viajou num fim de semana com o namorado e um casal de lésbicas para discutir a possibilidade de conceberem um filho juntos. Por meio dessa história, o diretor conheceu a Associação de Pais Gays e Lésbicas (APGL) e, por meio dela, teve contato com famílias e levantou casos interessantes. Sua primeira idéia, de fazer um documentário, acabou se transformando nesta ótima ficção.

    Baby Love chega ao Brasil menos de um mês depois sua estréia francesa. Por ali, o filme já levou um milhão de franceses aos cinemas.

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