BANQUETE DO AMOR

BANQUETE DO AMOR

(Feast of Love)

2007 , 102 MIN.

14 anos

Gênero: Romance

Estréia: 09/05/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Robert Benton

    Equipe técnica

    Roteiro: Allison Burnett

    Produção: Gary Lucchesi, Richard S. Wright, Tom Rosenberg

    Fotografia: Kramer Morgenthau

    Trilha Sonora: Stephen Trask

    Estúdio: Europa Filmes

    Elenco

    Alex Mentzel, Alexa Davalos, Billy Burke, Erika Marozsán, Fred Ward, Greg Kinnear, Jane Alexander, Margo Martindale, Missi Pyle, Morgan Freeman, Radha Mitchell, Selma Blair, Shannon Lucio, Stana Katic, Toby Hemingway

  • Crítica

    09/05/2008 00h00

    Pense em um novelo de lã que se desenrola e é embrulhado novamente. É aquela coisa: algumas partes da linha se reencontram e outras se perdem para nunca mais se cruzarem naquele emaranhado de fios. Assim é a história romântica dirigida pelo premiado Robert Benton (Kramer vs. Kramer) Banquete do Amor.

    O romance, baseado no livro de mesmo nome escrito por Charles Baxter, tem pitadas de drama e comédia e começa no desapego entre marido e mulher, o comerciante Bradley Smith (Greg Kinnear) e a jovem atraente Kathryn (Selma Blair). Juntos há seis anos, o casamento já está desgastado quando a moça conhece Jenny (Stana Katic), com quem vive uma empolgante e inesquecível aventura amorosa homossexual. A relação, com direito a beijos ardentes, é o motivo que faltava para Kathryn abandonar Bradley. Enquanto casais se desfazem, outros aparecem inesperadamente. O filme acompanha os encontros e desencontros amorosos protagonizados por Bradley e os que estão à sua volta. A trama sempre mantém uma mensagem: nem os "feitos um para o outro" estão a salvo das traquinagens divinas.

    O problema é que tanto vaivém cansa um pouco. Robert Benton aproveita-se dessa interminável sucessão de equívocos e abusa das cenas que arrancam lágrimas à toa dos mais sensíveis. Seria o caso do espectador desistir não fosse o papel do maravilhoso Morgan Freeman, que segura o enredo. Ele e Jane Alexander vivem o casal da terceira idade Harry e Esther Stevenson e um amor marcado pela perda de um filho viciado em heroína. Freeman faz uma espécie de confidente, conselheiro e personagem onipresente, como se fosse a consciência de cada um dos pobres mortais atormentados e maravilhados pelas armadilhas do amor.

    Destaque para a fantástica cena de sexo protagonizada por Radha Mitchel e para a atuação de Greg Kinnear. Ele é um verdadeiro clown, conseguindo tocar o espectador e provocar risos e piedade ao mesmo tempo. No entanto, pouco aplauso para o desfecho, generoso demais com as escolhas feitas pelos personagens. Dá uma sensação de "e foram felizes para sempre", que, no mínimo, causa certo desconforto pelo inverossímil e improvável.

    Banquete do Amor é um filme para casais de todas as idades se derreterem e solteiros mais românticos reforçarem suas apostas nas relações amorosas.

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