Piada Mortal

BATMAN: A PIADA MORTAL

(Batman: The Killing Joke)

2016 , 76 MIN.

14 anos

Gênero: Animação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Sam Liu

    Equipe técnica

    Produção: Bruce W. Timm, Sam Register

    Trilha Sonora: Kristopher Carter, Lolita Ritmanis, Michael McCuistion

    Estúdio: Warner Bros.

    Montador: Christopher D. Lozinski

    Distribuidora: Warner Bros.

    Elenco

    Kevin Conroy, Mark Hamill, Ray Wise, Tara Strong

  • Crítica

    21/07/2016 12h02

    Por Daniel Reininger

    Possivelmente a melhor história sobre Coringa e uma das melhores obras do quadrinista Alan Moore, A Piada Mortal se tornou mais uma animação da DC Comics, novamente pelas mãos da Warner. O filme, que ganha uma sessão especial no Brasil dia 25 de julho na rede Cinemark, traz toda a violência e dramas psicológicos da HQ de 1988, responsável por marcar época e afetar como nunca o universo do Batman.

    A animação definitivamente não é para crianças e acompanha bem a trama do quadrinho, mantendo as principais tensões da trama. Só que aqui a história começa com Batgirl e a heroína ganha bastante espaço com cenas criadas para o longa para mostrar sua relação com Batman e como as coisas se complicam quando um mafioso fica obcecado por ela.

    Com o perigo eminente para a garota, o Homem Morcego decide a deixar de fora do caso e com isso a relação dos dois heróis azeda. As coisas pioram e chegam ao ponto da jovem desistir de combater o crime. Em seguida, Batman descobre que Coringa está à solta, quer vingança e a família Gordon é o alvo da vez. O desenvolvimento de Batgirl ajuda a reforçar o peso do que acontece a seguir.

    A narrativa se desenvolve bem, acompanhando os dramas pessoais de Barbara e o passado de Coringa, enquanto mostra Batman como o grande detetive que é. O ritmo da história flui bem e os flashbacks funcionam. Como animação, as cenas de luta e ação funcionam, apesar da movimentação truncada graças à limitação de poucos quadros por segundo, como acontece em outras produções similares da DC. Para os fãs, o que fará mais falta nesse quesito será o traço de Brian Bolland, desenhista da HQ.

    Quanto aos personagens, apesar de o elenco de voz ser bom, destaque mesmo é o Coringa, vivido novamente por Mark Hamill, o Luke Skywalker da franquia Star Wars. O ator marcou uma geração ao emprestar sua voz aos desenhos e games que apresentavam o vilão. Com a voz distorcida pela insanidade do Palhaço do Crime, o ator mostra, novamente, o motivo de ser conhecido por muitos como a voz do Coringa e ajuda a dar o peso necessário à trama adulta e violenta dessa adaptação.

    A direção de Sam Liu é boa, afinal o cineasta é capaz de criar tensão quando precisa e sabe como conduzir a história de forma eficiente em apenas 76 minutos. Entretanto, os dois momentos mais polêmicos da obra, o ataque à Barbara Gordon e o final, foram construídos de forma menos impactante do que poderiam e, como consequência, causam um pouco de decepção em quem leu a HQ. Para piorar, uma cena pós-créditos mal concebida diminui ainda mais o efeito dessas duas cenas.

    Apesar desses graves problemas, Batman: A Piada Mortal é mais um grande exemplo de como adaptar histórias em quadrinhos para o cinema, algo que a Warner Home Entertainment já tem feito há quase uma década. Maior fidelidade, agilidade e a coragem de encarar momentos pesados das HQs de frente e levá-los às telas, sem medo, são elementos que provam que quadrinhos complexos podem sim ser traduzidos em longas de qualidade, mesmo que no formato de animação. Se você conhece a obra, precisa ir ao cinema. Se você nunca leu Piada Mortal, faça um favor a si mesmo e assista a esse filme e compre a HQ o mais rápido possível, você deve isso a si mesmo.

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