Batman Vs Superman: A Origem da Justiça

BATMAN VS SUPERMAN: A ORIGEM DA JUSTIÇA

(Batman V Superman: Dawn of Justice)

2016 , 153 MIN.

12 anos

Gênero: Ação

Estréia: 24/03/2016

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Zack Snyder

    Equipe técnica

    Roteiro: David S. Goyer

    Produção: Charles Roven, Deborah Snyder

    Fotografia: Larry Fong

    Trilha Sonora: Hans Zimmer, Junkie XL

    Estúdio: DC Entertainment, Dune Entertainment, Syncopy

    Montador: David Brenner

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Ahman Green, Amy Adams, Bailey Chase, Barton Bund, Ben Affleck, Callan Mulvey, Christina Wren, Dan Amboyer, Demi Kazanis, Diane Lane, Ezra Miller, Gal Gadot, Harley Wallen, Harry Lennix, Henry Cavill, Holly Hunter, Jason Momoa, Jena Malone, Jeremy Irons, Jesse Eisenberg, Joe Cipriano, Lauren Cohan, Laurence Fishburne, Maggie Wagner, Marko Caka, Michael Cassidy, Nicole Forester, Ray Fisher, Sandhya Chandel, Scoot McNairy, Stephanie Koenig, Tao Okamoto, Will Blagrove

  • Crítica

    22/03/2016 19h57

    Por Daniel Reininger

    A DC Comics finalmente revelou seu universo compartilhado com Batman Vs Superman: A Origem Da Justiça e prova estar no caminho certo. O longa evolui a partir da ideia da destruição causada em O Homem De Aço e, como filme, também mostra a evolução de Zack Snyder (300) como diretor, afinal, ele entrega um longa com mais camadas e cenas mais maduras. Só que, como esperado, a introdução de diversos personagens deixa o longa confuso, especialmente no começo.

    Há um problema sério de ritmo que deixa o longa cansativo rapidamente. A narrativa é frenética e isso deve atrapalhar o entendimento de todas as tramas paralelas com coerência, principalmente no caso do espectador menos familiarizado com a DC. Entretanto, o excesso de informações serve para introduzir melhor o vilão Lex Luthor e preparar caminho para Mulher-Maravilha, Batman e Superman aparecerem lado a lado no cinema finalmente, sem a necessidade de apresentá-los em filmes individuais. Como consequência, nem tudo faz sentido o tempo todo.

    Em princípio, a trama é simples: Bruce Wayne (Ben Affleck) está com raiva de Superman (Henry Cavill) após a destruição de Metrópolis e o considera uma ameaça ao planeta, afinal, ele é um alien aparentemente onipotente que parece não se preocupar com a vida humana e, mesmo que se importe, essa relação pacífica com a humanidade pode não durar. Com medo de ver o mundo dominado pelo Homem de Aço e seus seguidores, Batman decide tomar atitudes drásticas.

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    Curiosa é a decisão de Snyder de mostrar novamente o assassinato dos pais de Bruce, algo que toma um bom tempo do longa, além de não ser novidade. Recontar essa história até faz sentido mais perto do fim, entretanto, imaginar o Homem-Morcego aos 50 anos ainda sofrendo por ter perdido seus pais parece algo bem sem sentido.

    Em contrapartida, foi uma boa escolha mostrar onde Wayne estava durante a luta de Superman e General Zod que destruiu Metrópolis em O Homem De Aço. Ver sua reação à carnificina deixa os eventos de Batman Vs Superman com muito mais sentido e ajudar a justificar o embate entre os dois maiores heróis da DC, que fazem bom duelo, apesar do péssimo desfecho da luta.

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    E mais, fica claro que o Homem-Morcego de Ben Affleck é o novo queridinho da Warner. Ele tem muito espaço na trama e é o personagem com maior desenvolvimento pessoal, enquanto Superman perde um pouco os holofotes e sua subtrama fica um pouco sem sentido. Por sinal, Affleck manda muito bem como Batman. Quem estava receoso com sua escolha pode ficar tranquilo, ele sabe conduzir o personagem com competência e mostra frieza e emoção na medida certa. E o combate com Superman deixa clara sua inteligência e visão estratégica.

    Como muitos esperavam, Mulher-Maravilha rouba a cena e sua presença nos combates é mais interessante até do que a luta entre os dois protagonistas. Gal Gadot está muito bem no papel, tanto como Diana, uma misteriosa comerciante de antiguidades, como vestida com seu uniforme, espada e escudo. O mais legal é que ela é exatamente o que os leitores do quadrinhos esperavam: uma mulher forte, poderosa e muito corajosa. Fidelidade nem sempre encontrada no Superman e no próprio Batman de Snyder.

    Outro grande problema do filme, porém, está em Lex Luthor. Não é de hoje que a Warner escala atores inesperados para papeis importantes. Quem não se lembra do barulho quando Heath Ledger foi escolhido como Coringa? E deu certo. Mesma coisa agora com Affleck. Só que Jesse Eisenberg não funciona como o vilão. Ele é caricato demais, exagerado mesmo e está mais para Coringa do que para Luthor. Ele tenta passar um ar de loucura constante, que até faz sentido, porém, a forma escolhida pelo ator não transmite credibilidade e fica difícil engolir que qualquer pessoa, muito menos senadores e membros do governo, levaria aquele moleque mimado e maluco a sério.

    Por outro lado, algo que parecia problemático no trailer, o exagero de CGI, não é um erro de fato. Visualmente o longa agrada com seu tom sombrio, embora a fotografia seja padrão para filmes de heróis. E, como esperado, as boas cenas de ação devem agradar aos fãs e o público em geral, principalmente quando a trindade da DC entra em ação. O mesmo vale para a trilha sonora, bem presente e impactante, mas sem exageros dessa vez.

    No final das contas, Batman Vs Superman é um satisfatório filme de heróis, capaz de emocionar e divertir. Comparações com a Marvel serão inevitáveis, mas é preciso entender que a DC faz as coisas do seu jeito, com tom mais sério e sombrio, afinal essa é a sua marca. E essa diferença é algo bom. Afinal, assistir a outro filme exatamente como Vingadores, mas com a Liga da Justiça no lugar de Homem de Ferro e companhia não traria nada de novo ao cinema.

    Finalmente a DC Comics tem seu universo unificado nas telonas e ele promete ser impressionante. Que venha Liga Da Justiça.



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