BATTLESHIP - A BATALHA DOS MARES

BATTLESHIP - A BATALHA DOS MARES

(Battleship)

2012 , 131 MIN.

10 anos

Gênero: Ação

Estréia: 11/05/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Peter Berg

    Equipe técnica

    Roteiro: Erich Hoeber, Jon Hoeber

    Produção: Bennett Schneir, Brian Goldner, Duncan Henderson, Peter Berg, Sarah Aubrey, Scott Stuber

    Fotografia: Tobias A. Schliessler

    Trilha Sonora: Steve Jablonsky

    Estúdio: Battleship Delta Productions, Film 44, Hasbro, Stuber Productions

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Alan Abad, Alexander Skarsgård, Andrew Serpas, Asano Tadanobu, Beau Brasseaux, Bill McMullen, BillCarr, BillySlaughter, Brian Hirono, Brooklyn Decker, CarsonAune, Cora Yamagata, Damien Seanard Parker, David Jensen, DrewRausch, Dylan Gillooly, Edward J. Clare, Fileena Bahris, Griff Furst, Hamish Linklater, James Rawlings, Jesse Plemons, John Pense, JohnBell, JohnTui, Joji Yoshida, Jordan Kirkwood, KellyR. Thomas, Kevin P. Kearns, Leni Ito, Liam Neeson, Lil'Mirkk, Liz Wicker, Luing Andrews, Marcus Lyle Brown, Martin William Harris, Mike Meldman, Natalia Castellanos, Paul Edney, Peter MacNicol, Raj K. Bose, Rami Malek, Reila Aphrodite, RicoMcClinton, Rihanna, Stephen Bishop, Tadanobu Asano, Taylor Kitsch, Thomas McCurdy, Tim Blanchard, Tyler Baker, Yutaka Takeuchi

  • Crítica

    12/05/2012 11h59

    Existem duas maneiras de prender a atenção dos espectadores numa sessão de cinema por duas horas. Ou se segue o método tradicional, meio fora de moda hoje em dia, de contar uma boa história com personagens interessantes, ou se faz muito barulho. Neste último caso, conta-se com a mãozinha providencial dos modernos sistemas de som dos multiplexes. Battleship – A Batalha dos Mares se enquadra neste último caso: uma bobagem repleta de clichês e diálogos tolos que mantém seus sentidos entorpecidos à força de muita reverberação.

    Não dava para esperar coisa melhor. A produção é dirigida por Peter Berg, o mesmo diretor de obras "relevantes" como Hancock, Bem-Vindo à Selva e O Reino. Se não bastasse, o marketing do filme o anuncia como a nova empreitada dos produtores de Transformers, como se isso fosse motivo de orgulho.

    Não à toa A Batalha dos Mares é o que é: uma perda de tempo sem nada a acrescentar. A trama, ou a falta dela, fala de uns alienígenas que resolvem responder a uma mensagem humana enviada ao espaço com fogo. Chegam à Terra botando para quebrar, com o objetivo de assumir o controle e nos despejar do planeta. Para salvar o mundo do seu fatídico fim, o arremedo de roteiro de Erich e Jon Hoeber empurra goela abaixo do público uma série de personagem tão rasos e tolos que fica difícil de acreditar que seremos salvos por eles.

    Neste quesito quem se destaca é o mocinho da história, o tenente Hopper (Taylor Kitsch, de John Carter). Na verdade, até agora não sei qual é sua patente de fato. Num determinado momento do filme é primeiro-tenente, em outro é capitão de corveta, ou seja, duas patentes acima. Mas nem vou me ater aos furos que o filme dá nesta área militar porque daria para encher uma página. Para se ter uma ideia, por exemplo, o navio do herói é um contratorpedeiro, embarcação militar guarnecida por uns quinhentos homens em média. No filme parece que a tripulação não tem mais de 20 militares de tão mal feita que é a ambientação.

    Como o longa segue à risca a cartilha dos lugares-comuns e estereótipos, temos como o alvo romântico do tenente-capitão Hopper a modelo Brooklyn Decker, de beleza inversamente proporcional a seu talento de atriz. E olha que a mulher é, de fato, muito bonita. Ela é a filha do almirante Shane, interpretado por Liam Neeson, que não sei responder o que faz nesse filme. A cena na qual o casal se conhece, que abre o longa, é talvez a coisa mais constrangedora e nosense que vi nas telas nos últimos anos.

    Tenho de admitir que o filme me fez rir algumas vezes, mas não exatamente nos momentos em que tentou ser engraçado. A risada veio com alguns diálogos surreais e lamentáveis. Como não rir quando o mocinho, diante do ataque alienígena que já afundou duas embarcações da Marinha, matou seu irmão e está prestes a fazer repousar no fundo do mar seu próprio navio, diz: “Estou com um mau pressentimento”. Hã? Não falta nem aquele clichê batido dos dois militares na iminência de uma ação suicida: “Foi uma honra lutar com você”.

    A cantora Rihanna faz uma ponta no longa como uma sargento, mas nem dá para avaliá-la porque pouco faz ou tem a dizer. Os efeitos especiais são muito bons, como de hábito, mas não capazes de disfarçar a história sem estofo. Deve agradar o público adolescente acostumado a ouvir seus ipods no volume máximo, mas dificilmente convencerá um público mais adulto que já anda de saco cheio de ver mais do mesmo.

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