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BAYWATCH

(Baywatch, 2017)

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14/06/2017 12h44
por Daniel Reininger

Baywatch não é um bom filme, apela para piadas fáceis e o roteiro não consegue manter a lógica, mas é preciso dizer que o longa cumpre sua obrigação de fazer o espectador rir do começo ao fim das situações absurdas que apresenta. O tom de zoeira é o grande trunfo da produção, que mesmo com muitos escorregões consegue divertir.

O programa de televisão original dos anos 90 acompanhava uma equipe de salva-vidas sarados de Los Angeles lidando com situações inusitadas e muitas vezes perigosas. O filme segue essa lógica. Aqui, além dos corpos bonitos, a produção foca numa investigação sobre uma droga que afeta a comunidade local e aparentemente a polícia finge que nada acontece, logo, cabe aos salva-vidas resolverem o problema.

O filme dá certo quando abraça o tom descontraído e leve, com piadas tão ridículas que fica impossível manter a seriedade diante de tamanho besteirol. Quando a trama tenta pincelar o drama ou a seriedade da investigação, se perde e fica realmente chato, pelo menos até a próxima piada besta que vai nos lembrar que o filme é para rir de absurdos.

O longa tem uma grande vantagem: Dwayne Johnson. O cara tem um carisma incrível, sabe ser divertido e sua presença ajuda qualquer filme, apesar de Zac Effron (Vizinhos) não conseguir fazer o mesmo com seu personagem clichê. Já Priyanka Chopra (Quantico) manda bem como vilã clichê e exagerada. Ela se diverte no papel e quando ela está em cena as coisas ficam melhores.

O resto do elenco vai dentro do esperado, mas ninguém brilha como o The Rock. A participação de David Hasselhoff, o Mitch original da TV, é interessante, enquanto a de Pamela Anderson, a C.J. original, beira o bizarro.

Apesar das belas cenas em câmera lenta, o filme peca pelas cenas de ação simplórias, CGI de baixa qualidade e situações genéricas. A cada cena de ação fica mais claro que o filme deveria focar só na comédia e em fazer piada de si.

Baywatch tinha potencial para ser um grande filme, mas usa atalhos que acabam estragando o produto final. Pelo menos o filme ganha pela leveza, que ajudam os problemas a incomodarem menos do que normalmente aconteceria.

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Daniel Reininger

Daniel Reininger

Editor-Chefe

Fã de cultura pop, gamer e crítico de cinema, é o Editor-Chefe do Cineclick.

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