BE COOL - O OUTRO NOME DO JOGO

BE COOL - O OUTRO NOME DO JOGO

(Be Cool)

2004 , 120 MIN.

14 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • F. Gary Gray

    Equipe técnica

    Roteiro: Peter Steinfeld

    Produção: Danny DeVito, David Nicksay, Michael Shamberg, Stacey Cher

    Fotografia: Jeffrey L. Kimball

    Trilha Sonora: John Powell

    Estúdio: Jersey Films

    Elenco

    André 3000, Anna Nicole Smith, Cedric the Entertainer, Christina Milian, Danny De Vito, Harvey Keitel, James Woods, Joe Pesci, John Travolta, Robert Pastorelli, Steven Tyler, The Rock, The RZA, Uma Thurman, Vince Vaughn

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Em 1995, John Travolta estrelou O Nome do Jogo, longa no qual vivia o mafioso Chilli Palmer, que resolve entrar para o mundo não menos escrupuloso do cinema. Dez anos depois, Palmer volta às telonas em Be Cool - O Outro Nome do Jogo. O personagem, cansado do cinema, resolve se enveredar para um não mais honesto negócio relacionado ao entretenimento: a indústria fonográfica.

    Chilli ainda é aquele cara descolado do primeiro filme. Por isso, trafega sem dificuldades entre bandidos e artistas, tratando-os da mesma forma, e é exatamente esse o sucesso desse ex-mafioso no mundo do entretenimento. Já interessado em mudar de ramo, procura Tommy Athens (James Woods), dono de uma gravadora, mas não tem tempo para falar de negócios, já que o amigo é assassinado pela máfia russa. Nem isso é capaz de tirar Chilli do sério. Sem nem mesmo amassar o terno muito bem cortado, o protagonista procura a bela Edie (Uma Thurman), a ex-groupie que hoje é viúva de Tommy e dona da gravadora.

    Afundada em dívidas, Edie resolve seguir os conselhos de Chilli e investir em uma cantora nova: Linda Moon (Christina Milian). Mais do que finalmente entrar na indústria musical, Chili compra briga não somente com o grupo que assassinou seu amigo - liderado por um baixinho mal-encarado que usa uma peruca muito mal feita -, mas também com os rappers para quem Tommy devia US$ 300 mil e, também, os donos do contrato de Linda - Raji (Vince Vaughn), um branco bobo que fala como se fosse negro, e Nick Carr (Harvey Keitel).

    Be Cool - O Outro Nome do Jogo é uma comédia repleta de clichês: o protagonista descolado, a ex-groupie boazinha que se deu bem, os bandidos-rappers que usam as calças largas e colares pesados, o vilão que é mais engraçado do que malvado e o guarda-costas gay. Por mais que não traga nada de novo, todos esses elementos do filme são capazes de, no mínimo, tirar alguns sorrisos do espectador. John Travolta é cool, e isso é, mais do que indiscutível: é indispensável para a produção. Como já foi provado em Pulp Fiction - Tempo de Violência (1994), é par perfeito da sempre linda Uma Thurman. No meio de tantas auto-referências e homenagens, há uma cena que se destaca em Be Cool - O Outro Nome do Jogo: quando John e Uma dançam, referência direta à famosa cena do filme dirigido por Tarantino que trouxe os dois atores juntos.

    A dança, ao contrário da primeira, não é empolgante, assim como o filme. Por mais que seja cool e tenha ótimas participações, Be Cool - O Outro Nome do Jogo não empolga tanto quanto promete exatamente por algumas cenas constrangedoras, como as pontas de Steven Tyler (vocalista da banda de rock-and-roll Aerosmith) e do também produtor do filme Danny De Vito que, apesar de ser ótimo, chega a causar calafrios no espectador em uma desagradável cena de beijo com Anna-Nicole Smith (cuja profissão é qualquer coisa, exceto atriz). Outro momento constrangedor é The Rock como um aspirante a ator gay, mas tenta fazer pose de machão. Por que um segurança gay tem de ser estereotipado? Por mais que se trate de uma comédia, não é mais necessário fazer esse tipo de piada - que nem tem tanta graça, para falar a verdade.

    Ao mesmo tempo, Be Cool - O Outro Nome do Jogo tem ótimas cenas e auto-referências. Essa mistura de bandidagem com a indústria do entretenimento e, claro, o protagonista que se assemelha a um super-herói que usa sua lábia ao invés dos superpoderes faz com que a produção se torne divertida. Ela não quer levantar questão nenhuma, nem fazer uma crítica à indústria do entretenimento, mas diverte.

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