BELA NOITE PARA VOAR

BELA NOITE PARA VOAR

(Bela Noite Para Voar)

2006 , 87 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia: 13/03/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Zelito Viana

    Equipe técnica

    Roteiro: Zelito Viana

    Produção: Cláudia Furiati, Daniel Sroulevich

    Fotografia: Alziro Barbosa

    Trilha Sonora: Sílvio Barbato

    Estúdio: Caribe Produções

    Elenco

    André Barros, Cecil Thiré, David Pinheiro, Felipe Wagner, José de Abreu, Marcos Palmeira, Mariana Ximenes

  • Crítica

    13/03/2009 00h00

    O período JK é um dos mais empolgantes da História do Brasil. "Crescer 50 anos em 5", como queria o então presidente, levou o país a uma onda de otimismo, inovações técnicas, apogeu artístico... E dívidas, muitas dívidas.

    Mas o filme Bela Noite para Voar não se propõe a ser uma radiografia do governo Juscelino. Sobre isso, é melhor procurar o ótimo documentário Os Anos JK, de Silvio Tendler. Seguindo por outro rumo, o filme de Zelito Vianna (que já havia anos antes se debruçado sobre outra interessante personalidade de histórica brasileira, Heitor Villa-Lobos) prefere enfocar um período de apenas 24 horas na vida do presidente. Mas 24 horas das mais intensas. Nelas, JK (a sempre forte presença de José de Abreu) cruza os céus do Brasil, tem um encontro secreto com o então governador paulista Jânio Quadros (Cássio Scapin), resolve rapidamente questões de fundamental importância nacional, dorme pouco, fala muito, age rápido e - sem saber - quase morre vítima de um atentado armado pela própria Aeronáutica brasileira. Guardadas as devidas proporções, um Operação Valquíria tupiniquim. A motivação maior do Presidente? Uma bela amante que atende pelo apelido de "Princesa".

    O filme tem o ritmo de JK. É ágil e vibrante. Mas se ressente da falta das verbas que seriam necessárias para tocar um projeto deste porte. Opta então por trabalhar por planos fechados que não revelem, por exemplo, a carência de figurantes. Ou as dificuldades inerentes de toda produção que requeira reconstituição de época. Como quase tudo se passa à noite, fica mais fácil. Por vezes, provavelmente para suprir deficiências orçamentárias, torna-se verbal demais naquilo que não consegue mostrar com imagens. E cai no velho erro das minisséries de TV: muitas vezes, explica demais, desnecessariamente, com receio de que o público não compreenda a trama. As cenas com aviões são claramente digitais, mas pode-se atribuir o fato a um "estilo" e não necessariamente a uma falha.

    De qualquer maneira, é um trabalho que pode atrair um público que se interessa pela história recente do Brasil, mas que no desenrolar da trama se torna refém de suas próprias limitações. Não é brilhante, tampouco desastroso. Mas Juscelino merecia um pouco mais.

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