BEZERRA DE MENEZES: O DIÁRIO DE UM ESPÍRITO

BEZERRA DE MENEZES: O DIÁRIO DE UM ESPÍRITO

(Bezerra de Menezes: o Diário de um Espírito)

2008 , 75 MIN.

anos

Gênero: Drama

Estréia: 29/08/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Glauber Filho, Joe Pimentel

    Equipe técnica

    Estúdio: Trio Filmes

    Elenco

    Caio Blat, Carlos Vereza, Lúcio Mauro, Nanda Costa, Paulo Goulart Filho

  • Crítica

    29/08/2008 00h00

    O Brasil possui um sem número de personalidades históricas que poderiam render ótimos filmes biográficos. Bezerra de Menezes, médico cearense que no século 19 difundiu as bases da doutrina espírita no Brasil, poderia ser uma delas. Poderia. Infelizmente, o filme Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito não faz jus à importância do biografado.

    De forma didática, o roteiro conta em ordem cronológica passagens da vida de Menezes, rapaz de classe social abastada que deixa seu Ceará para concluir os estudos de Medicina no Rio de Janeiro. Lá, toma contato com O Livro dos Espíritos, de Alan Kardec, abraça o pensamento espírita e passa a ser um grande divulgador desta filosofia. Não sem pagar o preço da intolerância e dos preconceitos dos Católicos e materialistas.

    O grande problema do filme encontra-se na estrutura de seu roteiro. Trata-se de um grande flash-back narrado verbalmente por Carlos Vereza, ator que interpreta o protagonista em sua idade madura e na velhice. A verbalização é excessiva. Há diálogos gigantescos que até podem ser digeríveis na palavra escrita, mas de difícil assimilação na tela de cinema. Faltou a arte da concisão. À exceção da cena da morte da primeira esposa de Bezerra - muito bem solucionada cinematograficamente -, as demais passagens pecam por serem resolvidas através da palavra e não das imagens, como pede o bom cinema.

    Nada contra os aspectos visuais do filme propriamente ditos - direção de arte, cenografia, fotografia, vestuário, maquiagem -, todos muito dignos, mas sim contra a narrativa solene e verborrágica, que acaba excluindo a emoção que o filme poderia ter.

    Talvez se mantido o projeto original da obra - retratar a vida do médico misturando documentário com cenas ficcionais -, o resultado poderia ter sido, pelo menos, mais elucidativo ao público que não conhece o personagem. Como ficção, porém, Bezerra de Menezes - O Diário de um Espírito deixa muito a desejar.

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