BILLY ELLIOT

BILLY ELLIOT

(Billy Elliot)

1999 , 110 MIN.

12 anos

Gênero: Drama

Estréia:

página inicial do filme
  • Ficha técnica

    Direção

    • Stephen Daldry

    Equipe técnica

    Roteiro: Lee Hall

    Produção: Greg Brenman, Jon Finn

    Fotografia: Brian Tufano

    Trilha Sonora: Stephen Warbeck

    Elenco

    Gary Lewis, Jamie Bell, Jamie Draven, Jean Heywood, Mike Elliot, Stuart Wells

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Com crise ou sem crise, o cinema inglês não perde sua incrível capacidade de surpreender. Seja por meio do sentimentalismo de Segredos e Mentiras, do humor de Ou Tudo ou Nada ou da modernidade de Jogos, Trapaças e Dois Canos Fumegantes, a indústria cinematográfica britânica pelo menos uma vez por ano surpreende o mundo com um grande filme. Agora, é a vez da poesia e da sensibilidade de Billy Elliot conquistar público e crítica.

    Billy Elliot (o garoto estreante James Bell, magnífico) vive com o pai, o irmão mais velho e a avó numa cidade operária do interior da Inglaterra. Sua pacata e tranqüila existência se resume em ir à escola, cuidar da avó e treinar boxe. Até que um dia, Billy descobre sua verdadeira vocação: tornar-se bailarino clássico. Tarefa nada fácil para quem é filho de um rude mineiro de carvão.

    Esta simples sinopse pode dar a impressão que Billy Elliot (felizmente lançado no Brasil sem nenhum subtítulo tonto) é simplesmente mais um daqueles inúmeros filmes que contrapõem o amor pela arte e pela liberdade à truculência da intolerância conservadora. Até é, mas dirigido com raríssima sensibilidade por Stephen Daldry, diretor que veio do teatro e faz aqui sua impressionante estréia na tela.

    Daldry filma e dirige dentro de um estilo less is more (o menos vale mais), sem a preocupação pela busca da cena perfeita, nem do gran finale, nem de nenhum grande momento estonteante e arrebatador. Sua narrativa é clássica, clean, resgatando a genialidade das coisas simples da vida e dos filmes. Ao ser perguntado por que deseja tanto entrar na Escola Nacional de Balé, Billy simplesmente responde com ingenuidade quase infantil: “Sei lá!” Este é o estilo do filme. Direto e emocionante. Um belo trabalho em que toda a força se concentra nas excelentes interpretações, não apenas do garoto James Bell, como também na de Gery Lewis (brilhante no papel do pai) e de Julie Walters (de O Despertar de Rita), interpretando a professora.

    Sem precipitações, já pode ser considerado um dos melhores filmes do ano.

    12 de março de 2001
    ____________________________________________
    Celso Sabadin é jornalista especializado em cinema desde 1980. Atualmente é crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Rádio e Televisão e do Canal 21. Às sextas-feiras é colunista do Cineclick. [email protected]

Deixe seu comentário
comments powered by Disqus