BLADE 2 - O CAÇADOR DE VAMPIROS

BLADE 2 - O CAÇADOR DE VAMPIROS

(Blade 2)

2002 , 116 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Guillermo del Toro

    Equipe técnica

    Roteiro: David S. Goyer

    Produção: Michael De Luca, Peter Frankfurt, Wesley Snipes

    Fotografia: Gabriel Beristain

    Trilha Sonora: Marco Beltrami

    Estúdio: Amen Ra Productions

    Distribuidora: Warner Bros

    Elenco

    Danny John-Jules, Kris Kristofferson, Leonor Varela, Luke Goss, Marit Vellekile, Matt Schulze, Norman Reedus, Ron Pearlman, Santiago Segura, Tcheky Karyo, Tony Curran, Wesley Snipes

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Depois de dirigir o bom terror espanhol A Espinha do Diabo, o cineasta mexicano Guillermo Del Toro recebeu o generoso orçamento de US$ 55 milhões para realizar Blade II, continuação de Blade, o Caçador de Vampiros, de 1998. O personagem foi criado por Marv Wolfman e Gene Colan, originalmente para as histórias em quadrinhos. Blade (Wesley Snipes, convincente) é um homem amargurado, condenado a viver com características metade humanas e metade vampirescas, após sua mãe, ainda grávida, ter sido mordida por um vampiro. Ao tomar conhecimento de sua maldição, ele passa a dedicar sua vida ao combate de toda a espécie de vampirismo. Neste segundo filme, Blade toma contato com os terríveis Reapers, vampiros mutantes muito mais fortes, resistentes e mortais que os comuns. Para combatê-los, ele praticamente ressuscita seu amigo Whistler (Kris Kristofferson), que - incrível! - não morreu no primeiro filme, como todos haviam pensado.

    O roteiro não é exatamente o ponto alto do filme, ainda que a trama tente traçar alguns paralelos interessantes entre o vampirismo e o consumo de drogas. O que realmente enche os olhos em Blade II é a sua direção de arte, assinada por Elinor Rose Galbraith e James Truesdale. Elinor costuma trabalhar com o polêmico diretor David Cronemberg, de quem certamente absorveu grandes doses de bizarrices e excentricidades. E Truesdale foi o diretor de arte de Vanilla Sky. O resultado é um visual rebuscado, às vezes barroco, às vezes gótico, com toques de ultramodernidade e momentos hi-tech que formam uma salada mista estilística, bem equilibrada e digna de nota. Quem procura aventura também não ficará decepcionado. Pelo contrário. Blade II traz longas cenas de ação incessante - bem dirigidas e bem montadas - que dão ao filme um ritmo alucinante. E para os adolescentes e pré-adolescentes, uma boa notícia: o filme é generoso em cenas nojentamente sanguinolentas.

    Os produtores ficaram satisfeitos: nas mãos de Del Toro, os US$ 55 milhões do investimento inicial foram transformados em US$ 81 só nas bilheterias norte-americanas, fora os bons resultados obtidos também no mercado europeu.

    18 de junho de 2002
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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