BOA NOITE E BOA SORTE

BOA NOITE E BOA SORTE

(Good Night, and Good Luck)

2005 , 93 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • George Clooney

    Equipe técnica

    Roteiro: George Clooney, Grant Heslov

    Produção: Grant Heslov

    Fotografia: Robert Elswit

    Trilha Sonora: Jim Papoulis

    Estúdio: 2929 Productions, Davis-Films, Participant Productions, Redbus Pictures, Section Eight, Tohokushinsha Film, Warner Independent Pictures (WIP)

    Elenco

    Alex Borstein, Christoph Luty, David Paul Christian, David Strathairn, Dianne Reeves, Don Creech, Frank Langella, George Clooney, Glenn Morshower, Grant Heslov, Helen Slayton-Hughes, JD Cullum, Jeff Daniels, Jeff Hamilton, John Kepley, Joyce Lasley, Matt Catingub, Matt Ross, Patricia Clarkson, Peter Jacobson, Peter Martin, Ray Wise, Reed Diamond, Robert Downey Jr., Robert John Burke, Robert Knepper, Rose Abdoo, Simon Helberg, Tate Donovan, Thomas McCarthy

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    A liberdade de imprensa é algo discutido até hoje. Em um mundo dominado por grandes corporações, guiadas pelo capitalismo, a imprensa ainda é uma ferramenta tanto do domínio quanto da democracia. Por mais que seja baseado em casos reais acontecidos na década de 50 - quando a produção televisiva ainda estava engatinhando -, Boa Noite e Boa Sorte é um filme atual sobre essa tão idealizada liberdade editorial no jornalismo, especialmente o televisivo.

    Boa Noite e Boa Sorte acontece em uma época da história norte-americana conhecida como o macarthismo, ou a "caça às bruxas". O momento refere-se à busca liderada pelo senador Joseph McCarthy (retratado no filme com imagens de arquivo) a supostos comunistas. Os produtores do programa jornalístico See It Now, da rede CBS, passam a desafiar essa política do senador. Ancorado por Edward R. Morrow (David Strathairn), ele chama a atenção dos poderosos ao apresentar também o lado de pessoas presas por serem consideradas comunistas. No programa, Morrow revela as mentiras e as táticas usadas pelo senador Joseph McCarthy em sua "caça às bruxas". O político reponde às acusações intimidando o apresentador, acusando-o de ser comunista.

    Aqui, o trabalho de George Clooney é destacado não por sua atuação, mas sim pela direção. Em Confissões de uma Mente Perigosa (2002), o galã já havia mostrado ter mais talento atrás das câmeras. Boa Noite e Boa Sorte só o consolida como bom diretor. Uma indicação ao Oscar nesta categoria vem a coroar essa sua faceta. A direção de Clooney é claustrofóbica e cria uma relação de intimidade entre os atores e a câmera. A fotografia em preto-e-branco só acentua esse clima que o diretor expressa pelas imagens.

    Boa Noite e Boa Sorte também toca em outro ponto cujo debate ainda é essencial, mesmo 50 anos depois: o papel social da televisão. O que fica mais claro ainda no último discurso mostrando no longa, feito por Morrow. A liberdade editorial está profundamente ligada à qualidade da TV, mas é preciso que os espectadores percebam e exijam ambos. Caso contrário, a televisão está fadada a ser somente uma caixa preta e luminosa, como diz o discurso final de Boa Noite e Boa Sorte.

    Contundente, sério e permeado por boas atuações - destaque para a de David Strathairn -, este segundo filme dirigido por Clooney pode tanto significar uma nova direção à sua carreira, como também dá a possibilidade ao espectador de pensar. Coisa rara nos dias de hoje.

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