BOLEIROS 2 - VENCEDORES E VENCIDOS

BOLEIROS 2 - VENCEDORES E VENCIDOS

(Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos)

2006 , 86 MIN.

12 anos

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Ugo Giorgetti

    Equipe técnica

    Roteiro: Ugo Giorgetti

    Produção: Malu Oliveira

    Fotografia: Pedro Paulo Lazzarini, Rodolfo Sánchez

    Trilha Sonora: Mauro Giorgetti

    Elenco

    Cássio Gabus Mendes, Denise Fraga, Flávio Migliaccio, Fúlvio Stefanini, José Trassi, Lima Duarte, Otávio Augusto, Paulo Miklos, Petrônio Gontijo, Silvio Luiz, Sócrates

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Assim que acabei de ver Boleiros, de 1998 (nossa, já faz tanto tempo assim?), fiquei ansioso por uma continuação. Ou por um seriado de TV. Afinal, são tantas as histórias sobre o futebol no Brasil, e o diretor Ugo Giorgetti contou algumas delas com tanta sensibilidade, que o tema vivia pedindo um "segundo tempo". E a seqüência finalmente chegou, oito anos depois. Porém, talvez em função desta minha grande expectativa, o filme bate na tela com uma amarga sensação de decepção.

    Em Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos, Giorgetti destila seu descontentamento com os novos tempos do futebol. O velho boteco onde os futebolistas saudosos se reuniam no primeiro filme agora foi comprado por um fictício Marquinhos (José Trassi), ídolo do pentacampeonato, que utiliza sua fortuna e fama para reformar totalmente o lugar, transformando-o num bar da moda para a juventude. É lá que tudo acontece.

    O jornalista Zé Américo (Cássio Gabus Mendes), anônimo numa mesinha, fica atento a tudo e todos para continuar escrevendo histórias de futebol em seu laptop. Aurélio, o dono do bar (vivido pelo locutor esportivo Sílvio Luís, numa performance surpreendente), faz um contraponto nostálgico à trama. A imprensa especializada e um punhado de garotinhas portando celulares fotográficos de última geração mal conseguem conter a ansiedade diante da notícia que o próprio Marquinhos em carne e osso estará no ex-boteco em poucos minutos. E, no andar de cima, os velhos boleiros do primeiro filme (mais o ex-jogador Sócrates, vivendo seu próprio papel) acompanham a tudo com ares de incredulidade e desconfiança. Simbolicamente, uma escada separa o futebol romântico de antigamente com o mercantilismo atual.

    Fazer do velho boteco um microcosmo de duas épocas distintas do esporte foi até uma idéia interessante, mas o principal problema desta continuação é que as histórias contadas em flashback no primeiro filme eram muito superiores. Mais elaboradas, divertidas e emocionantes. Após oito anos de espera, Boleiros 2 - Vencedores e Vencidos, como filme, ficou devendo. Mas usar sua estrutura narrativa como base para um seriado de televisão ainda pode ser uma boa idéia. Quem sabe...

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