BONECAS RUSSAS

BONECAS RUSSAS

(Russian Dolls)

2005 , 125 MIN.

Gênero: Comédia Romântica

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Cédric Klapisch

    Equipe técnica

    Roteiro: Cédric Klapisch

    Produção: Bruno Levy, Matthew Justice

    Fotografia: Dominique Colin

    Trilha Sonora: Bruno Epron Mahmoudi, Christophe Minck, Laurent Levesque, Loïc Dury

    Estúdio: Ce Qui Me Meut Motion Pictures

    Elenco

    Audrey Tautou, Cécile De France, Evguenya Obraztsova, Gary Love, Irene Montalà, Kelly Reilly, Kevin Bishop, Lucy Gordon, Romain Duris

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Quem viu o bom Albergue Espanhol, de 2002, provavelmente se lembrará de alguns de seus divertidos personagens. Agora, poucos anos depois, muita coisa mudou na vida de um punhado daqueles ex-estudantes de Barcelona. A irresponsabilidade da época estudantil abre espaço para o peso da vida profissional e tudo vai se tornando um pouco mais denso e difícil.

    Bonecas Russas é centralizado na figura do madrileno Xavier (Romain Duris), misto de escritor frustrado e jornalista free lancer que vive intensamente a crise dos 30 anos, "pulando" de namorada em namorada. Sua inabilidade como amante é gigantesca e sua capacidade de aceitar vários serviços ao mesmo tempo o coloca numa intensa roda-viva que lhe gera cada vez mais incertezas. Xavier simplesmente não consegue parar. Continua apaixonado pela ex-namorada francesa Martine (Audrey Tautou, de O Fabuloso Destino de Amélie Poulain), ao mesmo tempo em que conquista a bela africana Kassia (Aissa Maiga) e se encanta pela velha amiga inglesa Wendy (Kelly Reilly, de Sra. Henderson Apresenta). Uma verdadeira globalização amorosa.

    Trabalhando com as inseguranças de uma faixa etária que começa a abandonar a juventude, mas não consegue chegar à maturidade, o roteiro e a direção do francês Cédric Klapisch (que também escreveu e dirigiu Albergue Espanhol) fazem de Bonecas Russas um romance moderno, de diálogos inteligentes, personagens bem construídos e sintonizados com os novos tempos globalizados. Para o bem e para o mal. Peca, porém, em sua excessiva duração de mais de 130 minutos. Um montador mais ágil conseguiria enxugar alguns momentos do filme, dando-lhe um ritmo melhor, sem alterar nada de mais importante. Mesmo assim, é um entretenimento acima da média.

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