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BONECO DE NEVE

(The Snowman)

2017 , 119 MIN.

Gênero: Terror

Estréia: 23/11/2017

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Tomas Alfredson

    Equipe técnica

    Roteiro: Hossein Amini, Jo Nesbø, Peter Straughan, Søren Sveistrup

    Produção: Eric Fellner, Peter Gustafsson, Tim Bevan

    Fotografia: Dion Beebe

    Trilha Sonora: Marco Beltrami

    Estúdio: Perfect World Pictures, Universal Pictures, Working Title Films

    Montador: Claire Simpson, Thelma Schoonmaker

    Elenco

    Adrian Dunbar, Anne Reid, Charlotte Gainsbourg, Chloë Sevigny, David Dencik, Genevieve O'Reilly, J.K. Simmons, Jakob Oftebro, James D'Arcy, Jamie Michie, Jeté Laurence, Jonas Karlsson, Leonard Samuelsson Heinemann, Michael Fassbender, Michael Yates, Peter Dalle, Rebecca Ferguson, Ronan Vibert, Silvia Busuioc, Sofia Helin, Toby Jones, Val Kilmer

  • Crítica

    22/11/2017 17h58

    Por Iara Vasconcelos

    O diretor sueco Tomas Alfredson conseguiu chamar a atenção de Hollywood após o seu bem-sucedido "romance de horror" Deixa Ela Entrar (2008), o que lhe rendeu diversos convites para trabalhar na Terra das Estrelas.

    Sua primeira tentativa no circuito mais comercial foi com o suspense O Espião Que Sabia Demais (2011), estrelado por Colin Firth e Benedict Cumberbatch, bem recebido por crítica e público. Entretanto, sua mais nova empreitada pode ser considerada um ponto fora da curva com uma narrativa repetitiva e ritmo desgastante.

    Boneco De Neve acompanha o detetive norueguês Harry Hole (Michael Fassbender) e sua colega de departamento Katrine Bratt (Rebecca Ferguson) na caçada por um serial killer que gosta de mutilar suas vítimas. De acordo com seu modus operandi, ele age apenas durante o inverno e ataca mulheres casadas, que tiveram casos extraconjugais, e deixa um boneco de neve próximo a cena do crime.

    A premissa do filme é interessante, mas o que vem em seguida é frustrante. Alfredson falha em manter o espectador atento e investido nos personagens. Para completar, a história central é desfocada para dar lugar a subtramas que pouco acrescentam ao resultado final, a exemplo da relação de Hole com a ex-esposa e o seu filho "postiço", seu problema com alcoolismo e a aparição de um homem com trajes de proteção em seu apartamento. Essa última questão não é bem explicada, mas tudo leva a crer que trata-se de uma visão do detetive provocada pelo uso do álcool e de remédios para dormir.

    Já as revelações sobre o passado da detetive Bratt caem no clichê e fazem a personagem passar de inteligente e decidida para emocionalmente frágil e descuidada. Uma baixa se considerarmos que ela é uma das únicas figuras femininas de destaque da trama.

    Há também um problema com o personagem de J.K. Simmons, que à primeira vista aparenta ser uma figura chave na história, mas logo é descartado sem maiores explicações.

    O cineasta também parece não se importar em mostrar um lado mais humano das vítimas e investe numa estética "gore" e sangrenta na tentativa de atrair quem curte produções do gênero, mas tudo parece gratuito demais.

    Diferente de outras produções que abordam a figura do assassino em série, o longa não se preocupa em discutir o lado psicológico do criminoso e a motivação que o leva a cometer as mortes soa pouco convincente. A sequência de más decisões fica completa com o desfecho preguiçoso e pouco original.

    Boneco de Neve é um filme de grande potencial, afinal o livro escrito por Jo Nesbø que o inspirou é um best-seller bastante aclamado. Entretanto, o filme carece de brilho próprio e se sustenta em saídas fáceis que resultam em um produto final totalmente desinteressante.

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