BRANCA DE NEVE - DEPOIS DO CASAMENTO

BRANCA DE NEVE - DEPOIS DO CASAMENTO

(Blanche-Neige, la suite)

2007 , 82 MIN.

anos

Gênero: Animação

Estréia: 19/09/2008

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Picha

    Equipe técnica

    Roteiro: Picha, Tony Hendra

    Produção: Eric van Beuren, Linda Van Tulden, Steve Walsh

    Trilha Sonora: Willie Dowling

    Elenco

    Jean-Claude Donda, Jean-Paul Rouve, Marie Vincent, no original de: Cécile De France, Rik Mayall, Sally Ann Marsh

  • Crítica

    19/09/2008 00h00

    Contos de fadas povoam o imaginário popular desde a infância. Por isso, filmes que brincam com essas histórias que nos embalam quando crianças são tão bem-recebidos na idade adulta, como é o caso de Os Irmãos Grimm (2003), Encantada (2007) e Deu a Louca na Chapeuzinho (2005), para citar alguns casos recentes que retomam alguns contos de fada. Branca de Neve - Depois do Casamento também tenta conquistar o público agradado por estes filmes citados. No entanto, a brincadeira é sem graça e a animação só consegue provocar bocejos na platéia.

    O título de Branca de Neve - Depois do Casamento é auto-explicativo: o filme imagina como seria a vida conjugal de Branca de Neve e o Príncipe Encantado. Com altos toques de sexualidade - afinal, todo casamento tem sexo, nem que seja somente no começo -, a animação imagina peripécias dos personagens que rodeiam Branca de Neve, como os sete anões, a Cinderela, a Fada Madrinha e a Bela Adormecida.

    Exceto por Branca de Neve, todos os personagens são motivados por impulsos sexuais. Aliás, isto é o mais irritante em Branca de Neve - Após o Casamento: todos só pensam em sexo. O que consegue render uma ou outra piada o início do filme, mas torna a animação chata de tão forçada que é essa sexualidade dos personagens. Num primeiro momento, é até engraçado imaginar que os personagens que povoaram nossa infância têm vida sexual, mas a insistência no assunto durante o filme é cansativa e totalmente sem criatividade. Bastante colorida, a animação apresenta uma estética quase infantil, o que seria proposital para brincar com essa questão da sexualização de um universo tipicamente infantil.

    A animação - co-produção entre Reino Unido, Bélgica, França e Polônia - assinada pelo diretor belga Picha quase não entra em cartaz nos cinemas brasileiros de tanto que sua estréia foi adiada. Talvez fosse melhor se não fosse lançada na tela grande.

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