BRASIL ANIMADO 3D

BRASIL ANIMADO 3D

(Brasil Animado 3D)

2010 , 78 MIN.

Gênero: Animação

Estréia: 21/01/2011

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Mariana Caltabiano

    Equipe técnica

    Roteiro: Eduardo Jardim, Mariana Caltabiano

    Produção: Mariana Caltabiano, Thais Bastos

    Fotografia: Maritza Caneca

    Estúdio: Globo Filmes, Mariana Caltabiano Criações, Teleimage

    Distribuidora: Imagem Filmes

    Elenco

    Ariel Wollinger, Daiane dos Santos, Eduardo Jardim, Fernando Meirelles, Mariana Caltabiano

  • Crítica

    19/01/2011 09h00

    Brasil Animado chega aos cinemas com a alcunha de ser o primeiro longa-metragem de animação nacional em 3D. Num momento em que essa tecnologia se tornou a Meca da indústria de cinema norte-americana, o Brasil tenta, à sua maneira, se inserir.

    Trata-se de um filme frágil. O bom é que a própria produção reconhece suas limitações tecnológicas e tira sarro disso. Logo no início, os dois protagonistas, Relax e Stress, alertam que “não é um Avatar” o que os espectadores verão a seguir.

    Porém, mesmo as brincadeiras em torno de sua precariedade não escondem alguns dos problemas do filme, especialmente de estrutura e desenvolvimento de roteiro.

    A história, voltada para o público infantil, apresenta dois cachorros falantes: Relax, que adora aproveitar a vida, e seu amigo, o oposto, um empresário neurótico e conectado 24 horas. Relax propõe mais um projeto maluco: descobrir onde está o grande Jequitibá-rosa e, na aventura, conhecem diversos lugares do Brasil.

    O texto tem seus momentos divertidos, com tiradas cômicas dos personagens animados em cima de imagens capturadas em live-action. Outra escolha que funciona bem é a oposição dos protagonistas: um é bon-vivant, outro estressado.

    Porém, a forma que Brasil Animado 3D amarra as situações das aventuras dos personagens é insustentável, apegando-se demais ao cartão postal das maravilhas naturais brasileiras. Exemplo da fragilidade da estrutura é tentar resolver tudo nos diálogos entre Relax e Stress.

    No geral, Brasil Animado 3D não faz sombra para a recente safra de animações brasileiras em curtas-metragens que chegam aos festivais de cinema – por exemplo, Tempestade e Dossiê Rebordosa, de Cesar Cabral, e Historietas Assombradas, de Victor-Hugo Borges. Mas quem sabe, olhando sob um ponto de vista otimista, não seja uma porta que o cinema nacional, em termos de produção, tenta abrir, mesmo que aos trancos e barrancos?

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