BRIDGET JONES - NO LIMITE DA RAZÃO

BRIDGET JONES - NO LIMITE DA RAZÃO

(Bridget Jones: The Edge of Reason)

2004 , 108 MIN.

Gênero: Comédia

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Beeban Kidron

    Equipe técnica

    Roteiro: Adam Brooks, Andrew Davies, Helen Fielding, Richard Curtis

    Produção: Eric Fellner, Jonathan Cavendish, Tim Bevan

    Fotografia: Adrian Biddle

    Trilha Sonora: Harry Gregson-Williams

    Estúdio: Miramax Films, Universal Pictures

    Distribuidora: Universal

    Elenco

    Colin Firth, Gemma Jones, Hugh Grant, Jacinda Barrett, Jim Broadbent, Renée Zellweger, Shirley Henderson

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Diários são coisas de adolescentes. Geralmente garotas. Mas é o diário de uma mulher que já passou há um tempinho da adolescência que se tornou um dos mais famosos do planeta: o de Bridget Jones. A personagem, criada por Helen Fielding, transformou não somente a anti-heroína famosa no mundo inteiro, mas também a jornalista, que escreveu dois volumes com os pensamentos dessa londrina, concentrados, basicamente, em duas coisas: relacionamentos e a batalha contra a balança. Quando o filme ganhou as telas, em 2001, mais uma pessoa conseguiu fama: a texana Renée Zellweger, que segurou muito bem as pontas ao viver Bridget. Ou melhor, ainda segura, pois essa adorável criatura volta às telas em Bridget Jones - No Limite da Razão, adaptação do livro homônimo.

    O filme começa onde terminou o primeiro: a ex-solteirona Bridget está curtindo a sexta semana de namoro com o cara perfeito, Mark Darcy (Colin Firth). Só que, como a protagonista nunca está muito satisfeita, começa a encontrar defeitos no advogado. Sempre falando pelos cotovelos, Bridget também não consegue lidar com os amigos esnobes de Mark e, para piorar, ainda há uma bela jovem de 22 anos, Rebecca (Jacinda Barrett), a nova assistente de Mark que parece ter interesses que extrapolam os profissionais. Quando Bridget termina tudo com o namorado por conta das incompatibilidades, eis que volta à cena o cafajeste (e mais bonito do que nunca) Daniel Cleaver (Hugh Grant), que está louco para colocar suas mãos nas calcinhas gigantes de Bridget. Uma viagem a trabalho para a Tailândia seria a desculpa ideal para isso se um incidente com drogas não colocasse nossa heroína na prisão, mostrando que, para ela, pouca tragédia é bobagem.

    Bridget Jones - No Limite da Razão gira em torno dos mesmos pontos do primeiro filme: romance, confusões e Bridget sempre se dando mal, mas se recuperando enquanto toca alguma música feminista. O drama da prisão na Tailândia, explorado em mais ou menos um terço do livro que deu origem a este roteiro, foi diminuído no longa, atenuando a seriedade que o episódio dá à história.

    Seriedade, aliás, que nunca deve ser incorporada pelo espectador ao assistir esta película. Não se deve levar Bridget Jones - No Limite da Razão a sério, e essa é a única verdade do filme. O que não o estraga, muito pelo contrário: sua graça está no surreal das situações. Em relação ao primeiro filme, não há inovações. Bridget nunca muda, muito menos as pessoas com as quais se relaciona. Mesmo assim, Bridget Jones - No Limite da Razão é daqueles filmes que agradam aos espectadores que gostam de uma comédia romântica. Afinal, aqui os ingredientes que fazem de um filme uma boa comédia romântica estão muito bem dosados, enriquecidos por uma ótima trilha sonora, assim como as atuações.

    Bridget Jones - No Limite da Razão mostra uma heroína do século 21 às avessas: ela não tem superpoderes, não está preocupada em salvar o mundo nem dirige um avião supersônico. Como a mulher moderna, ela pensa em compras, namoros e está preocupada demais em emagrecer e, mais uma vez, não estragar tudo no trabalho.

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