BRIGADA 49

BRIGADA 49

(Ladder 49)

2004 , 115 MIN.

Gênero: Drama

Estréia: 28/01/2005

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jay Russell

    Equipe técnica

    Roteiro: Lewis Colick

    Produção: Casey Silver

    Fotografia: James L. Carter

    Trilha Sonora: Robbie Robertson, William Ross

    Estúdio: Touchstone Pictures

    Distribuidora: Buena Vista Home Entertainment

    Elenco

    Balthazar Getty, Jacinda Barrett, Jay Hernandez, Joaquin Phoenix, John Travolta, Kevin Chapman, Kevin Daniels, Morris Chestnut, Robert Patrick

  • Crítica

    28/01/2005 00h00

    Alguns filmes são feitos para conquistar o público americano. Funciona como uma piada interna: apesar de ter tudo que um filme dramático precisa para emocionar, o impacto é maior frente a certas platéias. É o caso de Brigada 49, mais um daqueles filmes que exaltam a figura dos "heróis da vida real". Neste caso, os bombeiros.

    O filme começa com um prédio gigante em chamas. Uma fábrica com dezenas de andares em Baltimore (EUA). Abusando das tomadas aéreas, Brigada 49 mostra a coragem dos bombeiros ao tentar salvar as vidas ameaçadas pelas implacáveis labaredas que consomem as paredes dos prédios, destruindo a construção como se ela tivesse sido feita de paçoca. Deu para ter uma idéia? Depois de salvar um homem, o chão sob os pés do bombeiro Jack (Joaquin Phoenix) cede e ele fica entre a vida e a morte no meio dos escombros, fumaça e fogo. Muito fogo. Enquanto seus companheiros lutam para salvá-lo, o filme nos mostra sua história na brigada 49 que dá nome ao filme.

    Brigada 49 mostra todos os meandros da vida de Jack e seus companheiros de trabalho, incluindo o capitão Mike (John Travolta), desde sua chegada na corporação, os amigos, as brincadeiras, o casamento, o nascimento de seus filhos e, claro, as perdas de companheiros e vidas salvas ao longo de dez anos, aproximadamente. Ao mesmo tempo em que vemos Jack padecendo no incêndio, o diretor Jay Russell mostra-nos que, apesar dele e seus companheiros terem um emprego extraordinário, cuja função é enfrentar incêndios e salvar vidas, são tão humanos quanto você ou eu.

    Tudo muito bonito, tudo muito tocante. Brigada 49 foi, definitivamente, feito para arrancar lágrimas do público. Somente pessoas realmente sem coração não se emocionam com tudo aquilo. Russell não tem dó, faz com que personagens carismáticos vivam momentos de tensão e tragédias, sabendo direitinho que o espectador vai sentir um nó na garganta. É como mexer em casa de abelha para ser perseguido, sabe? O problema é: qual seria o propósito de se fazer um filme gratuitamente emotivo? Até a novela das oito consegue mostrar que bombeiros são pessoas nobres, por que precisamos de mais um filme exaltando isso? É óbvio que essas pessoas resolvem seguir essa carreira para salvar vidas, no mínimo. É aí que entra a questão do público: produzir um filme como Brigada 49 mexe com os sentimentos patrióticos dos norte-americanos, ainda mais em momentos pós-atentados de 11 de setembro, quando esses profissionais foram homenageados exaustivamente.

    Brigada 49 cumpre muito bem seu papel no sentido de provocar reações no espectador. Mas não acrescenta em nada. É um dramalhão sem propósitos, que não faz diferença alguma. Não para mim.

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