BRÜNO

BRÜNO

(Bruno: Delicious Journeys Through America for the Purpose of Making Heterosexual Males Visibly Uncomfortable in the Presence of a Gay Foreigner in a Mesh T-Shirt)

2009 , 83 MIN.

18 anos

Gênero: Comédia

Estréia: 14/08/2009

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Dan Mazer

    Equipe técnica

    Roteiro: Jeff Schaffer

    Produção: Dan Mazer, Jay Roach, Monica Levinson, Sacha Baron Cohen

    Fotografia: Anthony Hardwick, Wolfgang Held

    Trilha Sonora: Erran Baron Cohen

    Estúdio: Everyman Pictures, Four by Two, Media Rights Capital

    Elenco

    Ben Youcef, Candice Cunningham, Gustaf Hammarsten Alice Evans, Sacha Baron Cohen, Sandra Seeling, Todd Christian Hunter, Trishelle Cannatella

  • Crítica

    17/08/2009 01h32

    Caso você ainda não tenha reparado, o imenso subtítulo do novo filme de Sacha Baron Cohen é “divertida jornada pela América com o intuito de mostrar o visível desconforto de homens heterossexuais na presença de um estrangeiro gay vestindo uma camiseta transparente”. Ufa! Parece bobeira essa interminável frase, mas não se engane. Brüno é exatamente isso: uma hora e meia humor de ácido embalado com situações pastelonas, escrachadas e supostamente despretensiosas.

    O estilo Sasha Baron Cohen todos conhecem, não é novidade. Muita cara de pau para expor o alvo da piada em uma situação constrangedora, seja ele o republicano Ron Paul ou instrutor de defesa pessoal que ensina como se proteger de gays munidos de “consolos”. Irreverência e falta de pudor que já vimos em Borat, o desastrado repórter cazaque em busca de Pamela Anderson.

    Desta vez, Baron Cohen é um repórter de moda austríaco que compara Mel Gibson a Hitler, tropeça no idioma estrangeiro, estraga um desfile de moda e por aí vai. Em suas missões, conta com o fiel escudeiro Lutz (Gustaf Hammarsten), que nutre uma paixão platônica pelo fashionista – algo como Smithers para com sr. Burns no seriado Os Simpsons.

    Suas piadas e esquetes não deixam pedra sobre pedra. Sobram para os ativistas light (leia-se Bono, vocalista do U2) e para celebridades que adotam crianças africanas (leia-se Madonna). Como cereja, uma dose de auto-ironia, já que Baron Cohen, judeu, tira sarro com os ortodoxos. Ninguém sai ileso.

    O maiô verde-limão deu lugar a um figurino brega-fashion. Apenas para humilhar e proporcionar diversão relaxante ao espectador? Pelo contrário, o filme reforça a contribuição de algumas igrejas para a intolerância, traça uma crítica à busca da fama, ao conceito vazio de sustentabilidade, ao plástico mundo da moda, ao não diálogo entre judeus e palestinos. Um humor que tem sua dose política.

    A questão a ser respondida pelos espectadores brasileiros é se os esquetes vão apontar o preconceito conhecido por todos ou causar um sentimento de epifania – algo como “oh, existe homofobia no mundo”.

    Com um roteiro muito mais coerente e encadeado que Borat, Brüno é uma eletrizante e hilariante crítica à intolerância. Piadas ácidas cobertas de purpurina.

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