BUBBLE (2005)

BUBBLE (2005)

(Bubble)

2005 , 73 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Steven Soderbergh

    Equipe técnica

    Roteiro: Coleman Hough

    Produção: Gregory Jacobs

    Fotografia: Steven Soderbergh

    Trilha Sonora: Robert Pollard

    Estúdio: 2929 Productions, Extension 765, HDNet Films, Magnolia Pictures, Section Eight

    Elenco

    Daniel R. Christian, Debbie Doebereiner, Decker Moody, Dustin James Ashley, Joyce Brookhart, K. Smith, Katherine Beaumier, Laurie Lee, Leonora K. Hornbeck, M. Stephen Deem, Madison Wilkins, Misty Wilkins, Omar Cowan, Phyllis Workman, Ross Clegg, Scott Smeeks, Thomas R. Davis

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Alguns filmes chamam mais atenção pelo que representam, como Festa de Família (1998), primeiro longa-metragem produzido sob os preceitos do movimento Dogma 95. Ou Bubble, dirigido por Steven Soderbergh. O filme não revoluciona em questões técnicas, mas chama atenção por conta de seu lançamento nos EUA, em janeiro de 2006. Filmada digitalmente, a produção foi disponibilizada aos espectadores de três formas, simultaneamente: em cinemas, DVD e no sistema pay-per-view, por meio de TVs por assinatura. No cinema, Bubble faturou menos que o esperado: foram US$ 70 mil em 32 salas de exibição. No total, no entanto, o filme rendeu US$ 5 milhões - sendo que custou US$ 1,6 milhão para ser feito. Esses números provam que, talvez, para o espectador norte-americano, é preferível assistir a um filme em suas confortáveis poltronas a sair de casa para ir à sala de cinema mais próxima. O comodismo venceu nessa experiência proposta por Soderbergh.

    Talvez o mesmo comodismo experimentado pelos personagens de Bubble. A história gira em torno de dois amigos: Martha (Debbie Doebereiner) e Kyle (Dustin Ashley). Ele não tem mais do que 30 anos e mora com a mãe. Ela já passa dos 40 e cuida de seu pai, quando não está trabalhando numa fábrica de bonecas. É lá que os dois se conhecem e, por comodismo, mantêm essa amizade. Aparentemente solitários, não parecem conhecer muitas pessoas além das que estão no universo profissional. Também não têm absolutamente nada em comum além de uma dinâmica bem-delineada, a qual é abalada com a chegada de Rose (Misty Dawn Wilkins), uma atraente mãe solteira que logo se interessa por Kyle. Talvez por ciúmes, Martha logo acha que a nova colega de trabalho está escondendo algo. Especialmente quando descobre que seu melhor amigo está interessado na jovem.

    Dirigido de forma contemplativa, Bubble é uma triste história sobre como o tédio que toma conta das pessoas. Ele envolve os personagens do longa-metragem - interpretados por pessoas sem experiência como atores -, formando uma espécie de capa de proteção em relação a sentimentos. Seus olhares, entediados, não permitem que demonstrem qualquer outro sentimento, mesmo frente a acontecimentos trágicos. Eles parecem estar acomodados com suas situações, o que só é arranhado com a chegada de uma garota que quer o oposto: sair dessa vida.

    Bubble é ao mesmo tempo frio e envolvente por conseguir passar ao espectador a idéia de passividade presente no dia-a-dia dos protagonistas. Por isso, é marcante não somente pela experiência relacionada ao seu lançamento no mercado norte-americano, mas, também, pelos sentimentos que o espectador é capaz de sentir no desenrolar da história.

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