BUFO & SPALLANZANI

BUFO & SPALLANZANI

(Bufo & Spallanzani)

2000 , 96 MIN.

16 anos

Gênero: Policial

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Flávio Tambellini

    Equipe técnica

    Roteiro: Flávio R. Tambellini, Patrícia Melo, Rubem Fonseca

    Produção: Andrucha Waddington, Flávio R. Tambellini

    Fotografia: Breno Silveira

    Trilha Sonora: Dado Villa-Lobos

    Elenco

    Gracindo Jr., Isabel Guéron, José Mayer, Juca de Oliveira, Maitê Proença, Matheus Nachtergaele, Milton Gonçalves, Tony Ramos, Zezé Polessa

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Depois de produzir bons filmes do cinema brasileiro (entre eles, Faca de Dois Gumes e Eu, Tu, Eles), o cineasta Flávio Tambellini estréia agora na direção de longas com o ótimo Bufo & Spallanzani. Baseado no livro homônimo de Rubem Fonseca, Bufo & Spallanzani é um raro exemplar de filme policial brasileiro, gênero não muito explorado pelos cineastas nacionais.

    A história já começa em clima de mistério: uma bela milionária (Maitê Proença) aparece morta com um tiro no peito, dentro de seu luxuoso caro. Nada foi roubado. Suicídio? O escritor Gustavo jura que não. Ele vai à policia para informar que o assassino é o próprio marido da milionária morta, vivido por Paulo Gracindo. Assim começa uma trama que vai envolver corrupção, um golpe milionário, investigações policias e até um biólogo especializado em venenos produzidos por sapos. Não existe nenhum personagem chamado Bufo, nem Spallanzani.

    Intrigante e competente, Bufo & Spallanzani não parece em momento algum um filme dirigido por um estreante. Tambellini conduz a trama com segurança e eficiência da primeira à última cena. E mais: o cineasta se revela um grande diretor de atores, já que todo o elenco tem atuações destacadas. Tony Ramos está perfeito no difícil e improvável papel de delegado incorruptível. A estreante Isabel Guerón encontra o tom correto para viver uma personagem que cultiva o hábito de andar nua pela casa. E Juca de Oliveira tem momentos hilariantes como biólogo. Não por acaso, os três saíram premiados do Festival de Gramado. Gracindo Júnior e José Mayer - representando novamente os mesmos tipos que os consagraram na televisão - não destoam e cumprem bem os seus papéis. E Zezé Polessa e Matheus Nachtergaele brilham em participações menores.

    O roteiro é enxuto e bem-amarrado. A fotografia de Breno Silveira (o mesmo de Carlota Joaquina e Eu, Tu, Eles) homenageia os antigos policiais "noir" de Hollywood e a trilha sonora de Dado Villa-Lobos, estreando no cinema, cumpre função importante na criação do clima de suspense e mistério.

    Em resumo, Bufo & Spallanzani é um filme necessário ao cinema brasileiro. Não tem pretensões de ser clássico, nem de ganhar Oscar, mas é um trabalho dos mais profissionais que atesta o bom nível que pode atingir a nossa produção cinematográfica.

    29 de agosto de 2001
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    Celso Sabadin é jornalista e crítico de cinema da Rede Bandeirantes de Televisão, Canal 21, Band News e Rádio CBN. Às sextas-feiras, é colunista do Cineclick. [email protected]

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