Pôster de Bumblebee

BUMBLEBEE

(Bumblebee)

2018 , 118 MIN.

10 anos

Gênero: Ação

Estréia: 27/12/2018

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Travis Knight

    Equipe técnica

    Roteiro: Christina Hodson

    Produção: Lorenzo di Bonaventura, Michael Bay, Stephen Davis, Tom DeSanto

    Fotografia: Enrique Chediak

    Trilha Sonora: Dario Marianelli

    Estúdio: Allspark Pictures, Hasbro, Laika Entertainment, Paramount Pictures

    Montador: Paul Rubell

    Distribuidora: Paramount Pictures Brasil

    Elenco

    Abby Quinn, Angela Bassett, Gail Gamble, Glynn Turman, Gracie Dzienny, Hailee Steinfeld, Jason Drucker, John Cena, John Ortiz, Jorge Lendeborg Jr., Justin Theroux, Kenneth Choi, Marcella Bragio, Michelle Fang, Pamela Adlon, Peter Cullen, Rachel Crow, Ricardo Hoyos, Stephen Schneider, Vanessa Ross

  • Crítica

    21/12/2018 15h36

    Por Daniel Reininger

    Depois de anos de filmes de qualidade duvidosa, Bumblebee resgata a honra da franquia dos Transformers com muita diversão, fofura e uma aventura mais contida e próxima da série original. Pode não ser inovador, mas ver um longa da franquia sem a confusão visual da última década e sem o exagero de Michael Bay é um alívio.

    Travis Knight, de Kubo E As Cordas Mágicas, foi a escolha certa de diretor para substituir Michael Bay. A história da roteirista Christina Hodson é outro bom ponto, afinal dá à protagonista humana, Charlie (Hailee Steinfeld), mais profundidade e um arco decente, bem melhor do que Shia LaBeouf ou Mark Wahlberg receberam. Essa necessidade de humanizar a história e criar um personagem real também atinge o personagem título. Sim, Bumblebee não é só uma máquina de combate, é um Autobot real, plausível e muito fácil de se relacionar.

    Bumblebee tem uma jornada interessante. É um jovem soldado destemido, que recebe uma importante missão, mas perde a memória e passa a agir como um cachorro espacial enquanto não sabe seu propósito no mundo e tenta entender o que é a Terra. Vulnerável, a linguagem corporal expressa muito bem suas emoções e fica fácil se relacionar com ele.

    A relação com Charlie (Hailee Steinfeld) é o ponto alto do longa e o verdadeiro fio condutor da história, mas cada personagem também tem seus próprios arcos e objetivos emocionais. Por meio de seu vínculo com Bumblebee, Charlie enfrenta melhor a perda de seu pai, enquanto o Autobot redescobre seu propósito graças à garota. Steinfeld segura o filme sozinha com uma atuação firme e um personagem interessante e o fusca amarelo é extremamente fofo.

    Obviamente queremos ver pancadaria num filme com robôs gigantes e a ação desenfreada ainda está presente. Vale apontar que o longa ficou mais interessante também graças a um novo design dos robôs, que lembra os personagens dos desenhos animados originais dos Transformers. Fica mais fácil distinguir os robôs e até as lutas estão mais claras, mérito do bom sendo de Knight, que diminuiu o número de Transformers na tela e deixou o foco apenas nos três principais: O fusca amarelo e os Decepticons Shatter e Dropkick.

    Bumblebee ainda faz bem em deixar as besteiras dos filmes anteriores, como a visita dos Transformers à Terra milhões de anos atrás. Este filme não rejeita necessariamente o que foi estabelecido nos filmes de Bay, mas também evita praticamente tudo que ele criou. Dessa forma, Bumblebee funciona tanto como reboot quanto prólogo, sem precisar decidir qual caminho seguir nesse momento.

    Típica trama dos anos 80, a obra remete às aventuras de Spielberg, que não à toa é produtor executivo, e a longas de ação da época. Em alguns momentos você vai lembrar de O Exterminador Do Futuro, em outros E.T. - O Extraterrestre, em outros algo mais recente como Lilo E Stitch e, obviamente, o melhor do primeiro Transformers pode ser reconhecido aqui também.

    Bumblebee é o melhor filme live-action de Transformers, supera inclusive o primeiro de 2007. A simplicidade da trama e a humanidade de seus personagens são cruciais para isso, mas a melhora no visual e a menor confusão na hora da batalha também fazem diferença. O longa tem sim alguns problemas e tom, continuidade e um vilão meio clichê, mas estamos falando de Transformers e o fato desse filme ser divertido e remeter à clássica animação de 1986 já são motivos suficientes para animar os fãs e sair do cinema com um sorriso de orelha e orelha.



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