BUSCA IMPLACÁVEL 2

BUSCA IMPLACÁVEL 2

(Taken 2)

2012 , 94 MIN.

14 anos

Gênero: Ação

Estréia: 05/10/2012

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Olivier Megaton

    Equipe técnica

    Roteiro: Luc Besson, Robert Mark Kamen

    Produção: Luc Besson

    Fotografia: Romain Lacourbas

    Trilha Sonora: Nathaniel Méchaly

    Estúdio: Europa Corp

    Distribuidora: Fox Film

    Elenco

    Aclan Bates, Famke Janssen, Jon Gries, Laura Bryce, Leland Orser, Liam Neeson, Luke Grimes, Maggie Grace, Rade Serbedzija

  • Crítica

    01/10/2012 23h30

    O primeiro não era lá essas coisas. Bryan Mills (Liam Neeson), um ex-espião americano, tinha a filha sequestrada em Paris por um grupo de albaneses ligado ao tráfico sexual de mulheres. Ato-contínuo, usava de suas super-habilidades (num misto de Jason Bourne e McGiver) para revirar a capital francesa de pernas por ar e descobrir o paradeiro da jovem. No caminho, um rastro de corpos de vilões estereotipados e ruins de pontaria que chegavam a dar dó.

    Este era o frágil enredo criado pela dupla Luc Besson e Robert Mark Kamen para Busca Implacável, lançado em 2008 sob a direção de Pierre Morel (do ruim Dupla Implacável). Para segurar a atenção do público e compensar o roteiro vacilante, restava ao filme o ritmo frenético de ação ininterrupta e Neeson no papel principal, um ator capaz de carregar de autenticidade até mesmo um personagem mal elaborado e fútil como o obsessivo e durão Bryan Mills.

    Os bons números nas bilheterias servem de justificativa para esta sequência, e apenas eles. Busca Implacável custou pouco mais de US$ 25 milhões e arrecadou US$ 227 milhões ao redor do mundo. O êxito fez Besson apostar nesta continuação, também roteirizada por ele e Kamen, mas agora dirigida por Olivier Megaton (Em Busca de Vingança). O resultado: um filme que não só repete os erros do primeiro, mas os galvaniza a ponto de quase se transformar numa sátira aos filmes do gênero. Quase, porque Busca Implacável 2 se leva a sério. Pior: quer que você o leve também.

    A descrição de uma sequência talvez dê boa mostra do que esperar do longa. Nela, Bryan está algemado a uma tubulação de aço fixa ao chão e à parede. O vilão (Rade Serbedzija, de Missão Impossível 2) que o prendeu ali chega trazendo sua ex-mulher Leonore (Famke Janssen, a Jean Grey da franquia X-Men). Antes de matar Bryan, quer que ele assista à morte da mãe de sua filha. Ele poderia dar um tiro nela, cortar sua garganta, afogá-la, mas resolve matá-la de uma maneira mirabolante, complicada e demorada. Naturalmente, não fica no local para ver os últimos momentos da vítima. O que vem adiante, claro, não precisa ser contado.

    Murad Krasniqi é o vilão trapalhão, pai do bandido que sequestrou a filha de Bryan no primeiro filme. Ele quer vingar a morte do filho e, para isso, junta uma trupe de bandidos mal encarados (e ruins de pontaria como no primeiro filme) para sequestrar o algoz de seu filho, sua ex-mulher e filha, que estão em Istambul onde Bryan foi realizar um trabalho. Segue-se então um corre-corre frenético pelas ruas da cidade turca com direito a momentos, no mínimo, hilários de tão inverossímeis, como quando a filha de Bryan tenta localizar o cativeiro do pai explodindo granadas a esmo por Istambul.

    O filme poderia se chamar Busca Implacável ao Quadrado em vez de Busca Implacável 2: mais inverossímil, mais exagerado e mais supérfluo. Adições que o tornam inferior ao antecessor, que como disse no início deste texto, já não era lá essas coisas.


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