C.R.A.Z.Y. - LOUCOS DE AMOR

C.R.A.Z.Y. - LOUCOS DE AMOR

(C.R.A.Z.Y.)

2005 , 127 MIN.

16 anos

Gênero: Comédia Dramática

Estréia:

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Jean-Marc Vallée

    Equipe técnica

    Roteiro: François Boulay, Jean-Marc Vallée

    Produção: Jean-Marc Vallée, Pierre Even

    Fotografia: Pierre Mignot

    Trilha Sonora: David Bowie

    Elenco

    Alex Gravel, Danielle Proulx, Émile Vallée, Francis Ducharme, Hélène Grégoire, Johanne Lebrun, Marc-André Grondin, Mariloup Wolfe, Maxime Tremblay, Michel Côté, Natasha Thompson, Pierre-Luc Brillant

  • Crítica

    22/05/2009 11h03

    Um dos destaques nos recentes Festival do Rio de Mostra Internacional de Cinema em São Paulo, C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor foi exibido no Festival Mix Brasil e estréia em circuito comercial restrito prometendo angariar alguns mais fãs depois dessa rápida e proveitosa campanha nesses festivais.

    Esta divertida produção canadense falada em francês foca um período decisivo na vida do jovem Zac. Nascido em plena noite de Natal, desde a infância (interpretado por Émile Vallée) sempre odiou passar seu aniversário na tradicional Missa do Galo. A religiosidade, inclusive, permeia toda a sua vida, desde o nascimento no mesmo dia de Jesus Cristo até o fato de sua mãe (Danielle Proulx) acreditar que Zac tem poderes de cura com a mente (o absurdo, acredito, é tratado de uma forma lúdica e delicada). Outro elemento bastante presente a formação do rapaz é sua família, liderada pelo pai, o rígido Gervais (Michel Cote). Além de Zac, há outros quatro irmãos que, juntos, formam um fascinante quadro de personagens. As situações esquentam quando Zac entra na adolescência (nesta fase, vivido por Marc-André Grondin). Além dos conflitos com o pai e o irmão mais velho, Ray (Pierre-Luc Brillant), tomarem cada vez mais forma, o protagonista começa a ter dúvidas sobre sua própria sexualidade. Afinal, é difícil admitir a homossexualidade, mesmo nos anos 60, época marcada pela liberação sexual.

    Merece destaque a forma como C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor dialoga com a música. O pai é apaixonado pela cantora Patsy Cline, cujas canções estão presentes durante toda a produção. Inclusive, o "C.R.A.Z.Y." do título refere-se ao nome de uma das canções de Patsy e também às iniciais dos nomes dos irmãos de Zac, que, juntas, formam a palavra. Algumas cenas, envolvendo as músicas Space Oddity (David Bowie) e Sympathy for the Devil (The Rolling Stones), colocam o sorriso no rosto do espectador, especialmente se ele for fã de rock-and-roll. A trilha sonora tem tamanha importância no filme que o diretor topou receber um cachê menor para que parte do montante fosse usado para o pagamento de direitos autorais das músicas que ele planejou colocar no longa-metragem.

    C.R.A.Z.Y. - Loucos de Amor ganha em quase todos os momentos que consegue lidar a comédia e o drama. No entanto, na indecisão sexual do protagonista - especialmente quando relacionada à religiosidade - e na medida em que o roteiro tenta se concluir, derrapa. Poderia ser mais enxuto: é prolongado quando não deveria; "atropelado" justamente na conclusão, momento definitivo da produção, tornando-o irregular. O que é uma pena.

    Mesmo assim, trata-se de uma deliciosa comédia dramática que, por sua história e carisma dos personagens, é capaz de encantar de uma maneira especial.

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