CAKE: UMA RAZÃO PARA VIVER

CAKE: UMA RAZÃO PARA VIVER

(Cake)

2014 , 98 MIN.

14 anos

Gênero: Drama

Estréia: 30/04/2015

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  • Ficha técnica

    Direção

    • Daniel Barnz

    Equipe técnica

    Roteiro: Patrick Tobin

    Produção: Ben Barnz, Kristin Hahn, Mark Canton

    Fotografia: Rachel Morrison

    Trilha Sonora: Christophe Beck

    Estúdio: Cinelou Films, Echo Films, We're Not Brothers Productions

    Montador: Kristina Boden, Michelle Harrison

    Distribuidora: Califórnia Filmes

    Elenco

    Adriana Barraza, Allen Maldonado, Alma Martinez, Andrew Elvis Miller, Anna Kendrick, Ashley Crow, Britt Robertson, Camille Guaty, Chris Messina, Courtney Solomon, Evan O'Toole, Felicity Huffman, Jennifer Aniston, Julio Oscar Mechoso, Laura Putney, Lizzie Peet, Louie Novoa, Lucy Punch, Mamie Gummer, Manuel Garcia-Rulfo, Misty Upham, Paula Cale, Pepe Serna, Robert Zimiga, Rose Abdoo, Sam Worthington, William H. Macy

  • Crítica

    30/04/2015 16h23

    Quando foi anunciado a lista das atrizes indicadas para o Oscar 2015, em janeiro, uma das ausências mais sentidas foi a de Jennifer Aniston. Não que a escolha final tivesse sido injusta (Julianne Moore provou com uma atuação emocionante em Para Sempre Alice que mereceu a estatueta), mas esperava-se que a eterna Rachel, do seriado Friends, estivesse entre as favoritas, muito por causa da bela atuação em Cake: Uma Razão Para Viver.

    Ao assistir o filme, é possível entender o motivo dela ter ficado de fora. E a culpa não é atriz. Ela, por sinal, é o maior atrativo do filme. É que, infelizmente, o longa não apresenta a consistência necessária para justificar uma indicação ao principal prêmio do cinema, principalmente na hora de relatar o drama de uma mulher com dificuldades de superar os traumas recentes de sua vida.

    A história gira em torno de Claire Simons (Aniston), uma mulher traumatizada e depressiva, que busca ajuda em um grupo de apoio. O motivo de tanta tristeza? Ela perdeu seu único filho em um acidente de carro e também ficou com várias cicatrizes pelo corpo, que a incomodam o tempo inteiro, principalmente na hora de se locomover para outros lugares.

    Em uma dessas reuniões, ela descobre que Nina (Anna Kendrick), outra integrante do grupo, tirou a própria vida ao se jogar de uma ponte. Obcecada pelo caso, Claire começa a investigar os motivos que fizeram a jovem desistir de tudo. Para isso, ela passa a fazer parte da família da moça, aproximando-se do marido e do filho dela.

    Falando especificamente de Aniston, ela mostra mais uma vez que sabe fazer drama. Em Cake, ela demonstra um apelo emocional bem intenso e deixa transparecer toda a dor e raiva de uma pessoa que se sente culpada e não consegue aceitar as dificuldades de um forte tratamento psicológico. Pena que o talento demonstrado pela atriz não é suficiente para sustentar a trama proposta pelo diretor Daniel Barnz, que é repetitiva (não é novidade um filme falar sobre superação) e que apresenta grandes falhas de roteiro.

    A mais grave gira em torno do acidente de Claire. Em nenhum momento esse assunto é abordado detalhadamente, ou seja, não dá para concluir com exatidão como um dos fatos mais importantes da história ocorreu e se, realmente, Claire teve culpa. E isso é bem ruim, pois, além de frustrar o espectador, deixa o longa sem uma posição concreta na hora de transmitir sua mensagem, o que o deixa sem uma identidade específica.

    Para um filme ser bom, claro que é preciso ter um elenco competente. E Cake tem isso. Além de Aniston, Sam Worthington (marido de Nina) e Adriana Barraza (Silvana, a empregada de Claire) também se destacam. No entanto, só isso não é suficiente. É verdade que o filme levanta questões pertinentes e dá importantes lições de superação, mas se torna decepcionante no conjunto da obra, pois não consegue abordar seu tema central de uma maneira clara, deixando vários pontos inconclusivos.

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